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Candidatos a prefeito em BH têm gastos de campanha abaixo do esperado

Candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte declararam ao TRE-MG a intenção de gastar até R$ 34,7 milhões, mas balanço das duas primeiras semanas indica que valor deve ser menor

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postado em 04/09/2016 06:00 / atualizado em 04/09/2016 07:29

Isabella Souto /

Os 11 candidatos a prefeito de Belo Horizonte já movimentaram nas contas bancárias R$ 4.871.174,57 nas primeiras duas semanas de campanha eleitoral. Do total de dinheiro arrecadado em doações dos seus partidos ou de terceiros e do próprio bolso, sete deles já gastaram R$ 1.562.504,94 – até a tarde de sexta-feira o site do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) ainda não tinha disponíveis os gastos dos candidatos João Leite (PSDB), Marcelo Álvaro Antônio (PR), Maria da Consolação (PSOL) e Vanessa Portugal (PSTU). Embora todos tenham declarado a intenção de gastar até R$ 34.706.589,41 na disputa (limite estabelecido na legislação eleitoral), os números até o momento mostram que as cifras serão bem inferiores.

Até mesmo o candidato com a conta mais recheada está bem  longe da previsão apresentada ao TRE ao registrar sua candidatura. O deputado federal Rodrigo Pacheco (PMDB) lidera o ranking financeiro com R$ 1,165 milhão disponível para gastar, dos quais R$ 650 mil vieram do próprio bolso. Por enquanto, a campanha já consumiu R$ 351,8 mil com publicidade, despesas com pessoal, material gráfico e contratação de pesquisas. E a disposição para gastar é grande: o total de despesas já contratadas pela campanha – mas ainda não realizadas – e registradas no TRE chega a R$ 1,62 milhão.

Quem também não pode se queixar de falta de dinheiro, pelo menos se comparado com os adversários, é o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PR), cuja conta-corrente já recebeu pouco mais de R$ 982 mil – dinheiro repassado pelo seu partido. A conta de Luis Tibé (PTdoB) já recebeu exatos R$ 646.841,97 em depósitos – 99,07% do valor repassado pelo seu partido. Até a sexta-feira, pouco mais de R$ 638 mil já haviam sido gastos. O candidato, conhecido em eleições anteriores pelos inúmeros carros de som que contrata para pedir votos pela cidade, já gastou R$ 63.603 com essa estratégia de campanha.

O vice-prefeito Délio Malheiros (PSD) contabiliza R$ 750,75 mil, dos quais R$ 250 mil saíram do próprio bolso. Com a produção de programas de rádio e televisão, adesivos, impressos e impostos, ele já gastou R$ 62.349,91. O empresário Alexandre Kalil, ex-presidente do Clube Atlético Mineiro, Alexandre Kalil já tem R$ 420 mil para gastar e contratou, por enquanto, R$ 164.244,10 em serviços. Mas saíram da conta mesmo, R$ 5.881,60.

O deputado federal Reginaldo Lopes tinha até sexta-feira R$ 301,5 mil para tentar se eleger prefeito, R$ 300 mil repassados pelo PT. Já foram declarados gatos de R$ 127,60 com taxas bancárias e R$ 1,5 mil com locação de veículos.

Doações


O deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT) tem pouco menos da metade de seu concorrente petista: tirou da carteira R$ 50 mil e recebeu do partido R$ 94 mil. Por enquanto, gastou pouco mais de R$ 93 mil com publicidade, correspondências, instalação do comitê de campanha e locação de bem móvel. O PROS repassou para a campanha do deputado federal Eros Biondini R$ 100 mil, enquanto outros R$ 28,2 mil vieram de doações de pessoas físicas. Até ontem, a única movimentação divulgada no site do TRE foi de R$ 30 com a criação e inclusão de dados em sites na internet. As duas mulheres que disputam a cadeira hoje ocupada por Marcio Lacerda (PSB), Vanessa Portugal (PSTU) e Maria da Consolação (PSOL), são aquelas que dispõem de menos dinheiro para pedir votos: R$ 1.897 e R$ 10 mil, respectivamente. Não há registro de gasto das campanhas no site da Justiça Eleitoral.
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