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Associação lançará plataforma com demanda LGBT aos candidatos nas eleições de outubro

A intenção é conseguir o compromisso dos candidatos de todo Brasil à causa

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postado em 08/08/2016 15:01 / atualizado em 08/08/2016 15:07

Alessandra Mello

MURILO REZENDE/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (ABGLT) vai lançar uma plataforma de proposta para os candidatos a prefeito e vereador. A intenção é conseguir o compromisso dos candidatos de todo Brasil à causa da população LGBT, conta Carlos Magno, presidente da associação. Segundo ele, a questão central dessa disputa é o combate à violência contra a população, que vem crescendo a cada dia. Dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), atualizados diariamente por meio de notícias publicadas sobre crimes homofóbicos na imprensa brasileira, revelam que, no ano passado, a cada 27 horas foi registrado um crime de ódio contra a população LGBT. As maiores vítimas são os gays, que corresponderam a 52% dos ataques, e as travestis (37%).

“O que mais nos preocupa é a violência, por isso precisamos garantir nos municípios um conjunto de ações para combater a homofobia e garantir cidadania para a população LGBT com ações no campo da educação, direitos humanos, cultura e saúde”, afirma Carlos Magno. Segundo ele, na pauta para os candidatos está a criação de conselho municipais de diversidade, implementação de políticas específicas para a população e também a criação de equipamentos públicos. Magno lembra que em muitas cidades a discussão sobre a questão do gênero está sendo barrada nos planos municipais de educação, por isso a importância de eleger candidatos ligados à pauta.

Cartilha


Também deve entrar no ar nos próximos dias a versão 2016 da cartilha para as eleições feita desde 2012 pelo site LGBT Brasil, em parceria com a página Vote LGBT. A ideia é do médico Everton de Lima Oliveira, que mora em Guaxupé, no Sul de Minas. Segundo ele, a primeira cartilha surgiu com o objetivo de estimular a participação da população gay na política partidária e também a discussão sobre a necessidade de direitos iguais para todos, independentemente do gênero. A plataforma dessa cartilha, segundo ele, tem como mote a defesa dos direitos humanos e das minorias e também orientações sobre a importância do voto e a escolha do candidato. “Geralmente quem defende a pauta LGBT são pessoas progressistas que também defendem os direitos das mulheres, dos negros, das minorias, em geral”.

De acordo com Everton, é fundamental que o eleitor tenha consciência da importância das eleições municipais. “Além da política ser feita na cidade, a composição das câmaras são importante para a montagem dos próximos legislativos estaduais e do Congresso Nacional, pois os vereadores são importantes cabos eleitorais das eleições gerais”, destaca Everton.

Em Belo Horizonte, o Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (Cellos) está levantando todos os candidatos LGBT e também os que apoiam a causa. Até agora, a entidade já listou oito nomes, que serão divulgados após o registro oficial das candidaturas, cujo prazo vence no próximo dia 15.

 

 

Pontos da Plataforma


Apoiar a criação de equipamentos públicos para dar assistência à população LGBT

Apoiar a criminalização da homofobia e a criação de conselhos municipais de defesa dos direitos da população

Apoiar e votar favorável a presença da orientação sexual e identidade de gênero nos planos de educação municipal



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