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Direção nacional do PDT é quem vai decidir destino da legenda nas eleições de Belo Horizonte

Partido tentou oficializar o nome do deputado Sargento Rodrigues como candidato, mas convenção terminou em pancadaria. Parte dos militantes querem composição com PSB.

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postado em 02/08/2016 15:54

Alessandra Mello

O destino do PDT nas eleições de Belo Horizonte vai ser decidido pelo comando nacional da legenda. A expectativa é que o presidente do partido, Carlos Lupi, anuncie amanhã, em reunião em Brasília, se o PDT vai ter mesmo candidatura própria ou se vai se coligar com o PSB. A convenção que iria oficializar no domingo o nome do deputado estadual Sargento Rodrigues como candidato a prefeito de Belo Horizonte foi suspensa depois de uma confusão envolvendo os filiados.

Parte dos militantes defendem que o partido indicasse o vereador Bruno Miranda, vice-líder do governo na Câmara Municipal, para ser o vice de Paulo Brant, candidato do PSB e do prefeito Márcio Lacerda (PSB) ao comando da capital. Esse grupo, liderado pela presidente do PDT mineiro, Sirlei Soalheiro, queria que o deputado, que preside a legenda na capital, colocasse em votação a proposta de uma coligação com o PSB e garantisse o direito a voto dos delegados que representam as zonais, os núcleos de base e os movimentos sociais. Mas nem mesmo a presença de Lupi garantiu acordo entre as partes e convenção teve de ser suspensa depois de pancadaria entre os militantes.

O grupo ligado a Rodrigues garante que a candidatura do deputado vai ser mantida, mas as apostas maiores são de um acerto com Brant. Nos bastidores, o PSB já dá como certa a coligação com o PDT e a indicação de Miranda como vice. Tanto que já negocia alianças que envolvem o PDT e a formação de chapas para vereadores. Além da simpatia do comando nacional, Lacerda ainda tem como padrinho dessa aliança o provável candidato do PDT às eleições presidenciais, Ciro Gomes, amigo pessoal do prefeito da capital. 

O deputado estadual Alencar da Silveira Júnior (PDT) disse esperar que o partido avance com a candidatura própria. Segundo ele, lançar um candidato vai ajudar o PDT a crescer não só na capital, mas também nas cidades da Região Metropolitana, onde o horário eleitoral também é veiculado. “Partido que não lança candidato fica estagnado”, defende. Segundo ele, a legenda precisa entrar na disputa e não ficar a reboque do PSB.

Já a presidente do PDT mineiro avalia que o nome do deputado vai desagregar a legenda. “Quem faz o partido e sua base. Não vamos aceitar imposições. Eu tenho 30 anos de PDT e uma história de vida nesse partido. As coisas não podem ser assim, tem um rito e tem um estatuto que dita as regras da convenção. Isso tem que ser respeitado”, afirmou Sirlei.

Segundo ela, o deputado se recusa a ouvir as bases do partido e não tem nenhum tipo de identidade com o movimento social. Ela disse que não sabe ao certo como vai ser a decisão, mas acredita que ela seja submetida à apreciação da executiva nacional, da qual ela faz parte. Outro mineiro que integra esse colegiado é o deputado federal Mário Heringer.
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