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Estado de Minas

Pimentel diz que país vive 'maré de acusações' e que é necessário separar 'joio do trigo'

O governador de Minas reclamou da cobertura da imprensa que, segundo ele, destaca de forma desproporcional acusação e defesa em denúncias envolvendo políticos


postado em 28/06/2016 16:03 / atualizado em 28/06/2016 16:13

(foto: Manoel Marques/Imprensa MG)
(foto: Manoel Marques/Imprensa MG)

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), voltou a defender nesta terça-feira a classe política durante discurso em Luminárias, no Sul de Minas. Pimentel disse que é necessário “separar o joio do trigo” para não correr o risco de cometer injustiças. O petista se queixou também da “maré de acusações” que ocorreria “sem nenhum critério, sem nenhuma cautela, nem nenhuma prudência”. Nessa segunda-feira ele já havia feito a defesa de deputados, vereadores, prefeitos e até o presidente dizendo que não pode haver “criminalização da política”.

Sem dizer que estava falando das investigações que estão sendo feitas contra ele pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Acrônimo, Pimentel disse que a opção é “trabalhar”. “O que nós buscamos fazer em Minas Gerais é enfrentar essas acusações com serenidade e com paciência que isso tudo vai passar, todos nós vamos saber nos defender de forma adequada e enquanto isso, trabalhar”, afirmou.

Fernando Pimentel reclamou da exposição de denúncias contra os agentes públicos na imprensa e que, muitas vezes, a defesa das acusações não recebe o mesmo tratamento por parte dos veículos de comunicação. “O sujeito é acusado e ele não tem como se defender publicamente. A acusação é publica e com grande estardalhaço, mas a defesa ele faz no processo e quem vê é só o juiz. Então leva um ano, dois anos. O sujeito te acusa de ter recebido um dinheiro ilícito e não adianta nada você dizer: é mentira”, comentou.

Na mesma linha, o petista disse que passado o período do escândalo, muitas vezes resta apenas o estrago na reputação. “Então para você provar que é mentira você vai tem que pedir uma perícia das suas contas bancárias, vai abrir seu sigilo fiscal, seu sigilo bancário e isso leva seis meses, um ano, dois anos, chama testemunhas. Então no processo você se defende, mas quando vai ter um julgamento, daí dois anos, ninguém lembra mais daquilo. Ficou só aquele escândalo, aquela mancha”, se queixou.

Ainda em sua fala, o governador de Minas defendeu o setor de mineração que, segundo ele, é muito importante para a economia do estado. Para Pimentel, desastres como o de Mariana devem ser investigados, porém, não se deve criminalizar a atividade.


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