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Estado de Minas

Temer anuncia mudança na Polícia Federal, no rastro de estupro coletivo bárbaro

Adolescente de 16 anos foi abusada sexualmente por mais de 30 homens. Presidente em exercício disse que PF vai coordenar ações em todo o país para coibir e punir a violência contra a mulher


postado em 27/05/2016 11:31 / atualizado em 27/05/2016 11:55

Michel Temer falou em sua conta no Twitter sobre o estupro coletivo ocorrido no Rio(foto: Reprodução Twitter)
Michel Temer falou em sua conta no Twitter sobre o estupro coletivo ocorrido no Rio (foto: Reprodução Twitter)
O presidente em exercício Michel Temer (PMDB) anunciou nesta sexta-feira, em sua conta no Twitter, a criação de um departamento na Polícia Federal para agrupar informações estaduais e coordenar ações em todo país contra o estupro e a violência contra a mulher.

O anúncio foi feito depois do crime bárbaro em que uma garota de 16 anos foi dopada e estuprada por mais de 30 homens. O crime foi filmado e o vídeo divulgado na internet. Michel Temer declarou repúdio à ação dos criminosos e prometeu rigor na punição dos autores. Ele disse ainda que o governo está mobilizado, juntamente com a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, na apuração do caso, e que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, já convocou reunião com os secretários de segurança pública de todo país para tratar do assunto.

 

Prisões

Quatro suspeitos de cometer o crime foram identificados e tiveram prisão decretada pela Polícia Civil. São eles Marcelo Miranda da Cruz Correa, de 18 anos, Michel Brazil da Silva, de 20 anos, Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, namorado da vítima, e Raphael Assis Duarte Belo, de 41 anos, que aparece nas imagens ao lado da garota. A polícia não divulgou nomes de outros suspeitos.

O grupo estuprou a jovem no último sábado (21), em uma comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro. À polícia, a jovem contou que tinha ido à casa de Lucas, com quem se relacionava há três anos. Ela se lembrava apenas de estar a sós na casa dele e de acordar, no domingo, em outra casa do mesmo morro, dopada, nua e com 33 homens armados com fuzis e pistolas.

Grupos de mulheres na internet organizam um gritaço contra a cultura do estupro e o machismo. A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou nota de solidariedade à vítima. O texto faz referência a outro episódio ocorrido no Brasil, quando uma jovem do Piauí foi abusada por cinco homens, na semana passada. A ONU pede justiça para os dois casos.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) classificou o crime como uma barbárie. “Além do estupro, a divulgação dessas imagens torna a vida dessa pessoa eternamente humilhante. Então, é muito importante que as pessoas percebam que receber as imagens, assistir as imagens, também é crime”, destacou Daniela Gusmão, da Comissão OAB-Mulher.


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