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Auxílio-moradia para deputados da Assembleia de Minas cresceu 140%

Gasto com adicional aos deputados estaduais custou aos cofres do governo R$ 1,6 milhão no ano passado. Aumento do benefício e do número de parlamentares elevou a despesa

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postado em 21/01/2016 06:00 / atualizado em 21/01/2016 07:20

Juliana Cipriani /Estado de Minas

No primeiro ano em que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais liberou novamente para todos os deputados o auxílio-moradia e o equiparou ao valor pago pelo Judiciário – R$ 4.377,73, o gasto da Casa com o adicional cresceu 140%. Nos 12 meses de 2015, os aluguéis dos deputados estaduais para morar perto do trabalho custaram R$ 1.666.798,43 aos cofres públicos mineiros, enquanto no mesmo período de 2014, quando a verba era restrita aos que não tivessem casa própria em Belo Horizonte ou na sua região metropolitana, os gastos foram de R$ 692.658,01. O número de parlamentares que requereram o dinheiro, que se soma a um salário de R$ 25.322,25, além de outras verbas de gabinete, subiu de 29 para 46, conforme levantamento solicitado à Casa pelo Estado de Minas via Lei de Acesso à Informação.


Dos nomes que receberam a verba no ano passado fornecidos pelo Legislativo (veja quadro), 11 possuem imóveis em seus nomes em Belo Horizonte. Entre os que, ao se candidatar em 2014, declararam à Justiça Eleitoral ter apartamentos, Carlos Pimenta (PDT) e Arlen Santiago (PTB) informaram ter moradia no Bairro de Lourdes, vizinho ao Santo Agostinho, onde fica a Assembleia. Já Tito Torres (PSDB) tem imóvel no Sion. Os deputados Hely Tarquínio (PV) e Sávio Souza Cruz (PMDB), este último licenciado por atuar como secretário de estado, informaram que as casas ficam nas ruas Paracatu e Gonçalves Dias, respectivamente. Os demais apenas informaram ter residência “em BH” ou Nova Lima.

Atualmente, segundo a Assembleia, 40 deputados estaduais permanecem recendo o auxílio – seis da lista fornecida tiveram direito à verba somente até janeiro, pois deixaram a Casa quando foi encerrada a legislatura anterior. Foram 13 deputados que receberam os 12 meses de auxílio-moradia, um total de R$ 20.949,57 cada. Outros 12 deixaram de receber apenas um mês. Houve casos ainda de quem recebeu por oito ou nove meses.

Até fevereiro de 2015, o auxílio-moradia só podia ser pago a quem comprovasse não ter residência própria em BH ou na sua região metropolitana. Poucos dias depois de iniciada a nova Legislatura, porém, os deputados aprovaram uma resolução acabando com a restrição. Também ficou permitido que os deputados optassem por receber o auxílio como verba remuneratória, neste caso, tendo descontado o imposto de renda, mas sem a necessidade de apresentar comprovante de pagamento.

A mudança entrou em vigor sob muita polêmica, já que a Assembleia de Minas Gerais é uma das poucas do país que ainda paga esse adicional aos parlamentares. Dois meses depois, em abril, a Assembleia reajustou o valor por deliberação, passando de R$ 2.850 para R$ 4.377,73. Os deputados estaduais mineiros também recebem R$ 20 mil de verba indenizatória e têm disponíveis R$ 80.015,25 cada para pagar por até 23 funcionários de gabinete comissionados.

Esclarecimento

Após a publicação da medida provisória em que a presidente Dilma Rousseff libera crédito de R$ 419 milhões para pagamento do auxílio-moradia de agentes públicos ao longo deste ano, as defensorias públicas de Minas e Federal esclareceram que não estão entre os beneficiários do crédito. Conforme o texto da medida, o valor do empenho será destinado à Defensoria Pública da União (DPU), o que não representa qualquer benefício de auxílio-moradia aos defensores públicos federais e também para a categoria em Minas Gerais.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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CARLOS
CARLOS - 21 de Janeiro às 20:52
CONTRA ISSO AI, NINGUEM VAI AS RUAS . MAS POR 0,30 CENTAVOS... BRAZIL SÓ NA BALA MESMO!!!
 
Joaquim
Joaquim - 21 de Janeiro às 13:56
Essa ajuda é uma afronta ao povo que trabalha, ganha seu salário e paga a sua moradia. É um assalto à economia do Estado que esa ruim e tende a piorar. Esses deputados precisam é de trabalhar npara o povov e não ganhar sem fazer nada como ganham, são os gigolôs do povo mineiro. São tão caras de pau que nem ligam para a origem desse auxílio, que nada mais é que um achaque aos cidadãos de bem.
 
Eduardo
Eduardo - 21 de Janeiro às 13:44
Mais milhões com publicidade, mais milhões com festas, milhões com viagens, milhões com assessores .... cadê a crise?
 
Daniel
Daniel - 21 de Janeiro às 10:14
O problema é que o povo continua votando nestes parasitas.
 
Claudia
Claudia - 21 de Janeiro às 09:53
pra isso tem dinheiro não é sr governador e equipe de fajutos, canalhas, crapulas e sem coração, sem humanidade, falsos mentirosos, irão arder no fundo do inferno despotas, vcs sacaneiam com a gente achando que vão viver aqui eternamente, vão pensando seus abutres. NOJO,NOJO
 
Wiliam
Wiliam - 21 de Janeiro às 13:06
Vão queimar no fogo do inferno Cláudia!
 
Marcos
Marcos - 21 de Janeiro às 09:23
Vale ou não vale a pena ser corrupto no brasil?
 
Pedro
Pedro - 21 de Janeiro às 09:23
"Tadinhos". Eles "merecem" isto e muito mais que recebem. Afinal, "trabalham" tanto! E os magistrados. Mais dó, ainda. Vejam quanto tempo leva pra uma decisão de um processo. Não passam de paquidermes.
 
Druso
Druso - 21 de Janeiro às 09:22
Uma assembléia que tem nomes como João Vitor Xavier, Iran Barbosa, Cabo Julio, João Magalhães....esperar o quê?
 
JANE
JANE - 21 de Janeiro às 15:43
Altamiro Carrilho, se vc, realmente, conhecesse a capacidade deste cidadão, vc não estaria aqui dando uma de cabo eleitoral e dando uma de baba ovo para um cara desta espécie. Uma dica para vc: vá estudar!
 
Altarimo
Altarimo - 21 de Janeiro às 13:25
João Vítor Xavier é um exemplo de retidão nesse meio, um jovem trabalhador, que abriu mão do auxílio moradia desde o primeiro dia de mandato. Quem conhece seu trabalho sabe bem disso, aqui no Alípio de Melo e toda região ele fez e faz um grande trabalho com a comunidade! Falar mal todos tem direito, mas pelo menos deveriam ter a dignidade de procurar saber da história e do trabalho das pessoas!
 
Nery
Nery - 21 de Janeiro às 09:19
Permitindo ou não essa tal falada lei(que esses mesmos bandidos votaram), isso é no mínimo, amoral e de uma extrema irresponsabilidade. Para dizer pouco. Demonstra a falta de caráter, de personalidade, o cinismo, a hipocrisia a delinqüência e a irresponsabilidade desses parasitas. O país e o estado vivendo uma crise, com aumento de impostos para a sociedade e esses trastes recebendo boladas e mais boladas. É revoltante. O pior é que ainda tem imbecil e tonto que vota nesses bandidos.
 
JorgeLuiz
JorgeLuiz - 21 de Janeiro às 09:02
Até mesmo o pobre Norte de Minas conta com dois deputados saqueadores dos cofres dos públicos!!!...
 
Ricardo
Ricardo - 21 de Janeiro às 08:56
Por essas e outras que não voto em vagabundo nenhum. Escolher através do voto quem vai me roubar é o cumulo da idiotice. Quando vivermos em um país onde políticos, juiz e outras autoridades forem responsabilizados e punidos por seus desmandos e absurdos ai sim votar será um ato de cidadania.
 
Wilson
Wilson - 21 de Janeiro às 08:27
Receber auxílio moradia tendo casa em Belo Horizonte é roubo, permita-o ou não a lei. Simples assim.
 
MUDA
MUDA - 21 de Janeiro às 08:22
ESTAMOS FERRADOS, COMPAREM O CUSTO BENEFICIO DE UM DEPUTADO, OU MESMO DE UM JUIZ, É TOTALMENTE FORA DA NOSSA REALIDADE, OU MESMO DA REALIDADE DE UM PAÍS DE PRIMEIRO MUNDO, VAI CHEGAR A NOSSA HOJE, LIBERDADE AINDA QUE TARDIA !! MUDA MINAS, MUDA BRASIL !!!!
 
MUDA
MUDA - 21 de Janeiro às 08:18
ESTES APROVEITADORES DO DINHEIRO PÚBLICO, ESTÃO ESPERANDO A POPULAÇÃO IREM PARA AS RUAS E MOSTRAR A ELES QUEM MANDA NESTE PAÍS, DEPOIS VÃO FALAR QUE OS MANIFESTOS SÃO VIOLENTOS, ESTAMOS CANSANDO DE TANTOS E TANTOS ABUSOS, TANTO NO EXECUTIVO, LEGISLATIVO E PRINCIPALMENTE NO JUDICIÁRIO, ESTES QUE SE ACHAM DOS DO BRASIL E ABUSAM E APROVEITAM DO DINHEIRO QUE DEVERIA ESTA SENDO USADO NA EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA PÚBLICA.. CHEGA DE ABUSO !! MUDA BRASIL !!!!
 
sebastião
sebastião - 21 de Janeiro às 08:12
O certo, é quem recebe sem necessidade, não tem vergonha na cara.
 
sebastião
sebastião - 21 de Janeiro às 08:12
O certo, é quem recebe sem necessidade, não tem vergonha na cara.
 
Adolfo
Adolfo - 21 de Janeiro às 12:05
E você acha mesmo que algum deles tem necessidade de receber esse auxílio, com salário de R$ 25.322,25?