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Estado de Minas ELEIÇÕES

Eleição para prefeito de BH em 2016 está sem favorito

Pesquisa do Instituto MDA sobre a corrida para a sucessão do prefeito Marcio Lacerda mostra que a grande maioria dos belo-horizontinos não tem, por enquanto, um candidato para votar


postado em 05/07/2015 06:00 / atualizado em 05/07/2015 08:52

Na disputa pela PBH há um grande percentual de indecisos. Para o Instituto MDA, isso é também reflexo da insatisfação com a política (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Na disputa pela PBH há um grande percentual de indecisos. Para o Instituto MDA, isso é também reflexo da insatisfação com a política (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

A um ano do início da campanha eleitoral para a sucessão da Prefeitura de Belo Horizonte, a disputa está totalmente em aberto. Pesquisa encomendada pelo Estado de Minas ao Instituto MDA mostra que a maior parte dos eleitores ainda não tem um candidato preferido para votar nas eleições municipais. Foram apontados nove nomes possíveis para a disputa e 36,7% dos entrevistados responderam que votariam nulo, em branco ou em nenhum deles. Outros 22,4% disseram estar indecisos. Entre os que escolheram, o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB) seria hoje o eleito, com 14,2% das intenções de votos. Empatados em segundo lugar aparecem o deputado estadual João Vítor Xavier (PSDB) e o ex-presidente do Atlético Alexandre Kalil, que está sem filiação partidária, cada um com 7,9% da preferência.


Na sequência são apontados o presidente da Câmara Municipal, Wellington Magalhães (PTN), com 2,9% das intenções de voto, o secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Josué Valadão (PP), com 2,7%, e o vice-prefeito Délio Malheiros (PV), com 2,2%. Completam a lista o deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB), que tem hoje 1,8% das intenções de voto, o deputado federal Gabriel Guimarães (PT), com 0,7%, e o secretário de estado de Planejamento e Gestão Helvécio Magalhães (PT), com 0,6%.


O MDA entrevistou 1.000 pessoas entre os dias 27 e 30 de junho em nove regionais de Belo Horizonte e a margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. O resultado foi um quadro sem favoritos ou nomes consolidados e no qual até o atual prefeito Marcio Lacerda (PSB), que não pode mais concorrer por já estar em segundo mandato, é lembrado. Nomes que, pelo seu peso político, seriam normalmente cotados para o comando da PBH, como o do senador Antonio Anastasia (PSDB) e do ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias (PT), não foram considerados pois ambos já disseram não ter intenção de concorrer.


No levantamento espontâneo, quando não são dadas opções aos entrevistados, mais da metade dos eleitores, o correspondente a 52,8%, se declararam indecisos. Em seguida, 38,5% responderam que votariam em branco ou nulo, somando mais de 91% que não querem ou não sabem em quem votar. O nome do prefeito Marcio Lacerda (PSB) é lembrado por 2,8% das pessoas, seguido por Leonardo Quintão (PMDB), com 1,1%.

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“É um cenário de total desconhecimento do que vai ocorrer no ano que vem e a pesquisa espontânea mostra ainda mais essa indefinição. Há ainda um grande percentual de pessoas que dizem votar em branco ou nulo, que é reflexo da insatisfação com a política. Ou seja, em um momento que ainda nem se viu os candidatos já há essa visão repulsiva”, avaliou o diretor do Instituto MDA, Marcelo Costa Souza. Para o pesquisador, o levantamento favoreceu as pessoas mais conhecidas do eleitorado, pois a discussão sobre a corrida eleitoral ainda está muito incipiente e “demora para chegar à população”.

Conhecimento O MDA também avaliou o grau de conhecimento das pessoas sobre os pré-candidatos apontados. Entre eles, Leonardo Quintão (PMDB), que já concorreu à PBH, é conhecido por 78,4% dos entrevistados. Já 65,8% disseram saber quem é o dirigente esportivo Alexandre Kalil e 44,4% conhecem João Vítor. O secretário Josué Valadão é conhecido por 39,6% dos entrevistados. Outros 36,3% e 34,8% responderam conhecer respectivamente Wellington Magalhães e Délio Malheiros. Os menos identificados pelos eleitores são Rodrigo de Castro (29%), Helvécio Magalhães (27,6%) e Gabriel Guimarães (26,6%).

Quando foi pedido aos entrevistados para dizer em quem não votariam de jeito nenhum, o dirigente do Atlético Alexandre Kalil foi apontado por 38,3% dos consultados. Em seguida aparece Leonardo Quintão, que não tem chances de ser a opção de 35,1%. Os pré-candidatos com menores índices de rejeição são Rodrigo de Castro (15,8%) e Gabriel Guimarães (15%).

Avaliação A pesquisa também consultou os entrevistados sobre a satisfação com a atual administração da prefeitura. Para 27,8%, a capital está no rumo certo, enquanto 45% avaliam que não, sendo preciso mudanças. Outros 26% responderam que BH está em parte no caminho certo e 1,2% não souberam ou não responderam. Na avaliação de evolução da cidade nos últimos dois anos, 30,4% acreditam que houve pouca melhora. Para 25,2% está igual e para 20,5% piorou muito. Outros 14,1% disseram que a cidade piorou um pouco e apenas para 9,3% Belo Horizonte melhorou muito. Não soube ou não quis responder 0,5% dos entrevistados.


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