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Maior doador da eleição, grupo dono da marca Friboi faz lobby contra Kátia Abreu

Ação do frigorífico JBS, da marca Friboi, explicita uma guerra nos bastidores sobre o comando na Agricultura

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postado em 02/12/2014 08:07 / atualizado em 02/12/2014 12:55

Agência Estado

Maior grupo empresarial de carnes do mundo e principal doador da campanha eleitoral realizada neste ano no país, o frigorífico JBS, da marca Friboi, faz lobby contra a indicação da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para comandar o Ministério da Agricultura no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo, esteve na quarta-feira com o chefe da Casa Civil do governo, Aloizio Mercadante, com quem tratou do tema em uma reunião reservada, fora da agenda oficial do ministro.

O JBS doou ao todo R$ 352 milhões nas eleições de 2014, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos quais R$ 69,2 milhões foram destinados à campanha de Dilma à reeleição. Também desembolsou R$ 61,2 milhões aos postulantes a uma vaga na Câmara dos Deputados e R$ 10,7 milhões aos candidatos ao Senado. Apesar do volume aplicado na bancada ruralista, Kátia Abreu, que tentou e conseguiu renovar seu mandato de senadora pelo Tocantins, não recebeu nenhuma doação do JBS.

Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), ela é uma das principais lideranças do agronegócio no País, o que lhe ajudou a arrecadar quase R$ 7 milhões neste ano - incluindo doação de R$ 100 mil realizada pelo frigorífico Minerva, concorrente do JBS.

O lobby do maior frigorífico do mundo explicita uma guerra nos bastidores sobre o comando na Agricultura. Como representante dos pecuaristas, a senadora assumiu uma posição de ataque à empresa de Batista. Os criadores de gado temem a concentração de mercado que a empresa exerce cada vez mais, influenciando no valor da carne vendida por eles. O grupo JBS é responsável por cerca de 20% do abate bovino no País. O peso do frigorífico na formação de preço é uma das explicações para a acidez da senadora contra a empresa.

O clima entre Kátia e Batista ficou ruim depois que a senadora acusou de antiética a campanha publicitária do JBS sobre a segurança sanitária representada pela Friboi. Em discurso no Congresso, em agosto de 2013, a senadora protestou: “Vá e diga que a sua carne é boa, que tem boa qualidade, que é produzida em frigoríficos de primeira. Mas não diga que é a única que o povo brasileiro pode comer.”

Influência

O Ministério da Agricultura acumula uma série de decisões favoráveis ao JBS. Todas adotadas pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), cujo titular, Rodrigo Figueiredo, é apadrinhado do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). O parlamentar peemedebista, que hoje vive às turras com o governo Dilma, chegou a assinar um ofício indicando Figueiredo para o cargo em 6 de junho de 2013.

Em outubro deste ano, a Justiça impôs derrota ao ministério por ter beneficiado o JBS. Determinou a aplicação de multa diária de R$ 100 mil caso não fosse suspensa uma limitação à exportação pelos Entrepostos de Carnes e Derivados (ECDs), operados por pequenos frigoríficos, conforme determinado pela SDA. Agricultura acatou a decisão.

Em setembro, menos de dois meses após proibir o uso de expressões como “especial” e “premium” em rótulos de carne, a SDA desobedeceu a própria regra para atender demanda do JBS. Empresa e ministério não se manifestaram sobre os benefícios. A direção do grupo confirma a reunião com Mercadante, mas nega que esteja fazendo lobby contra a senadora.

Balaio

A resistência do JBS vem se juntar às reclamações do PT e de movimentos sociais contra Kátia Abreu. Na lista de insatisfeitos reúne os mais diferentes campos ideológicos. A conservadora União Democrática Ruralista (UDR), por exemplo, também é contra a indicação.

Apesar das resistências, Kátia Abreu vai ser anunciada oficialmente ministra da Agricultura - algo que já está decidido há algumas semanas por Dilma, segundo assessores do Planalto - logo após o dia 15 de dezembro. É que nessa data ela tomará posse como presidente reeleita da CNA - se fosse indicada ministra antes, não poderia assumir o cargo na entidade de classe.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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THiago
THiago - 02 de Dezembro às 12:14
O ex-secretário nacional de justiça do governo Lula, um homem dos mais bem informados da república, bateu pesado ao responder Ossami Sakamori. Tuminha garante que quando tudo vier à tona quanto a relação JBS Friboi e Governos do PT, o Brasil verá o aquilo que ele diz ser %u201CA MAIOR LAVANDERIA DA HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA%u201D.
 
Alberto
Alberto - 02 de Dezembro às 11:58
Por duas vezes já comprei carne friboi njo supermercado extra e quando cheguei em casa e abri o pacote, estava estragada por baixo ( por cima estava uma maravilha). Não compro mais.
 
GREIS
GREIS - 02 de Dezembro às 11:48
Não sei quem ela é e muito menos o seu passado mas pelo presente ela deve ser nomeada imediatamente!
 
GREIS
GREIS - 02 de Dezembro às 11:34
Pois e tanta gente passando necessidade e os caras gastando uma gaita desta para fazer loby! Isto para mim é crime e este pessoal mesmo sendo privado deveria dar explicações a justiça sobre o porque de tanto dinheiro utilizado desta forma. tá mais para investimento e como cheira mal este investimento.
 
Leandro
Leandro - 02 de Dezembro às 11:20
Proibir empresas de doar para campanhas não vai adiantar em nada. Se já fosse lei, inves da JBS doar, o dono, Joesley doaria e faria a mesma pressão de sempre. O que tem que mudar é o caráter dos nossos políticos, aí sim não precisariamos de lei nennhuma.
 
THiago
THiago - 02 de Dezembro às 12:14
Nem nos sonhos isso ira acontecer.
 
Leandro
Leandro - 02 de Dezembro às 11:18
Será que a Ticiana Villas-Boas vai noticiar essa no Jornal da Band hoje??
 
Ademir
Ademir - 02 de Dezembro às 11:07
Reconhecer que precisa mudar, mesmo que tenha defendido o contrário para ser reeleita. Parabéns, siga em frente e seja firme, porque muitos não pensam no interesse do pais e sim nos seus interesses pessoais e políticos. O povo que se dane....
 
Geraldo
Geraldo - 02 de Dezembro às 09:52
Isto é doação ou Investimento???
 
THiago
THiago - 02 de Dezembro às 12:15
Investimento, pois a Friboi tem mais de 30 bilhões de empréstimo com o BNDES e pra isso continuar acontecendo, ela precisa de devolver um pouco do roubo.
 
Edson
Edson - 02 de Dezembro às 09:29
Então é assim que funciona o Brasil. Não importa qual seja a minha empresa, seu doar muito dinheiro ao partido vencedor eu mando e desmando no pais, NÃO SABIA QUE MEU PAIS ESTAVA A VENDA, E O CARGO DE PRESIDENTE É SOMENTE UM TITULO? pqp, que pais é este??????????
 
THiago
THiago - 02 de Dezembro às 12:16
Brasil. Onde as pessoas votaram para a manutenção dessa forma de politica.
 
Vicente
Vicente - 02 de Dezembro às 09:27
Essas doações particulares de campanhas precisam ser repensadas. Injetou dinheiro na política já se julga no direito de mandar no governo. Vá cuidar de seus bois
 
THiago
THiago - 02 de Dezembro às 12:16
Procure saber quem são os donos da Friboi e saberá a sua resposta.
 
TONY
TONY - 02 de Dezembro às 09:13
A MAIOR BRIGA QUE TENHO NOTÍCIA FOI COM O CANTOR ROBERTO CARLOS.
 
Nery
Nery - 02 de Dezembro às 08:45
Será que essa "presidanta" consegue governar com esse rabo preso com vários grupos.
 
THiago
THiago - 02 de Dezembro às 12:17
Bom, o povo sabendo que essa cidada quebrou 1 lojinha de R$ 1,99 e mesmo assim a deixam no poder, está tudo de acordo.