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Disputas regionais estão acirradas em sete das 14 unidades da Federação

Em quatro unidades da Federação, os candidatos que hoje lideram estavam em desvantagem no primeiro turno

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postado em 21/10/2014 09:33 / atualizado em 21/10/2014 09:54

Amanda Almeida

Sete dos 14 estados em que o eleitor escolherá o governador em segundo turno — Acre, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Rondônia — chegam à reta final da campanha com as pesquisas de intenção de voto apontando empate técnico, dentro da margem de erro de até três pontos percentuais para mais ou para menos. Em quatro unidades da Federação, os candidatos que hoje lideram estavam em desvantagem no primeiro turno. Caso as atuais sondagens sejam confirmadas nas urnas do próximo domingo, o PMDB será o partido com o maior número de governadores, somando oito estados sob seu comando.

A maior virada numérica ocorre no Rio Grande do Norte, onde o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), ficou em primeiro lugar no primeiro turno e aparece agora oito pontos percentuais atrás de Robinson Faria (PSD). O líder nas pesquisas apostou em vídeos com gravações de apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja maior base eleitoral é o Nordeste. O petista decidiu gravar depois de o PMDB optar por se aliar ao senador José Agripino Maia (DEM-RN), coordenador da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB).

Aliados de Alves, que pode ficar sem cargo eletivo depois de 40 anos de mandato na Câmara, fazem pressão para Lula não ir ao estado pedir votos para Robinson. Nos bastidores, o líder da operação para afastar o ex-presidente do estado é o ministro da Previdência, Garibaldi Filho (PMDB), primo de Alves. As outras viradas do primeiro para o segundo turno podem ocorrer, de acordo com as pesquisas, no Amazonas, no Mato Grosso do Sul e na Paraíba.

“Relaxou”

No Amazonas, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB), liderou parte das pesquisas de intenção de voto do primeiro turno, mas chegou praticamente empatado com o atual governador do estado, José Melo (Pros) no dia de votação: teve 43,16% dos votos, contra 43,04% do adversário. Agora, Melo tem 53% e ele, 47%. Para aliados, Braga “relaxou” com a liderança. “Diminuiu o ritmo da campanha e o concorrente aproveitou”, diz um correligionário.

Na dança do poder partidário, o PMDB pode eleger o maior número de governadores. A legenda conseguiu quatro vitórias no primeiro turno e agora disputa o comando de oito estados. De acordo com as pesquisas, está na frente em quatro deles. Caso o cenário das sondagens se consolide, o PT terá o segundo maior número de governos. A sigla elegeu três governadores no primeiro turno e está melhor posicionado em outros dois estados na reta final.

Entre os peemedebistas, sai fortalecido José Ivo Sartori (PMDB), que lidera a corrida no Rio Grande do Sul, segundo as pesquisas. Ele é um dos maiores azarões do primeiro turno nas corridas pelo país. De acordo com pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, Sartori lidera a corrida com 60% dos votos válidos, contra 40% do atual governador, Tarso Genro (PT). Sartori começou a disputa com 4% das intenções de voto, conforme apontou o Ibope em 19 de julho.

No time dos candidatos que mantêm a vitória do primeiro turno nas sondagens do segundo, está Waldez Góes (PDT), no Amapá. Ele concorre com o atual governador do estado, Camilo Capiberibe (PSB). O pedetista consegue, por ora, a maior diferença entre um primeiro e um segundo lugar na reta final: está com 66% das intenções de voto, de acordo com Ibope divulgado na semana passada, contra 34% do rival.
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