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TSE faz ajustes nas urnas biométricas

Tribunal Superior Eleitoral manda reparar equipamentos e treinar mesários para evitar falhas verificadas no 1º turno

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postado em 21/10/2014 06:00 / atualizado em 21/10/2014 09:17

Estado de Minas

Ana Franco/Agência O Globo - 5/10/214

Na tentativa de evitar os mesmos problemas ocorridos com a identificação biométrica de eleitores durante o primeiro turno das eleições, a Justiça Eleitoral mandou reparar cerca de mil equipamentos usados no Distrito Federal, Algoas, Sergipe, Pernambuco e Paraná. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviou equipes técnicas a algumas localidades e determinou a distribuição de panfletos para orientar os mesários sobre a correta utilização do equipamento de leitura de digitais.

Usada por 21 milhões de eleitores – o equivalente a 15% dos 142.822.046 brasileiros aptos a votar – no primeiro turno das eleições, a urna
biométrica acabou complicando a votação em parte das localidades onde foi adotada. Eleitores encontraram filas, e o fechamento das urnas atrasou em algumas seções. Ao todo, a ferramenta, usada para combater fraudes na eleição, foi adotada por 764 municípios atingindo 100% dos eleitores do Distrito Federal, Alagoas, Amapá e Sergipe. Na eleição passada, ela tinha sido usada em 299 cidades, em 24 estados, nenhum deles em sua totalidade.

“Em torno de 7% das urnas do modelo 2013 apresentaram uma não conformidade com o leitor que faz a análise da digital. Essas urnas já foram identificadas e nós já estamos trabalhando na sua reparação. Elas têm que ficar prontas nesta semana”, disse o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral, Giuseppe Janino.

Ele ressaltou que, no primeiro turno, o sistema biométrico apresentou percentual de 91,5% de reconhecimento dos eleitores por meio das digitais. Para o segundo turno a expectativa é aumentar ainda mais a eficiência do sistema. “As falhas são normais, mas nós pretendemos baixar esse índice de não reconhecimento, que hoje gira em torno de 8,5%, para, pelo menos, uma margem de 5% que seria bastante positiva. Um nível de identificação de 95%”, disse.

Mas não foram só problemas em leitores que provocaram filas em muitas seções de votação pelo país. Também foram detectadas falhas de procedimento por parte de mesários. Foi o caso de cidades do Rio de Janeiro, segundo o TSE. Por isso, o presidente da Corte , Dias Toffoli, mandou para Niterói 10 técnicos para orientar os mesários. A Justiça Eleitoral ainda distribuiu panfletos aos tribunais regionais eleitorais (TREs) com informações essenciais aos mesários para reforçar os procedimentos que devem ser adotados no domingo.

Uma das orientações alerta sobre a forma correta de posicionar o dedo para que o eleitor evite não reconhecimento na primeira tentativa. O eleitor deve posicionar o dedo sobre o sensor e colocá-lo totalmente, no centro, com a ponta tocando a moldura de plástico. O dedo deve ser mantido sobre o sensor até que apareça no terminal do mesário a mensagem confirmando o reconhecimento da digital.

Giuseppe Janino lembra que o eleitor também deve observar, por exemplo, se o dedo está hidratado, pois “com o dedo ressecado fica mais difícil fazer a leitura das minúcias”. Para o secretário, a falha do procedimento é normal, principalmente nos municípios onde houve a primeira experiência com identificação biométrica.

Por causa dos problemas no Rio de Janeiro, onde eleitores chegaram a esperar mais de duas horas para votar em alguns locais e repetir o procedimento para leitura da digital até oito vezes, o Tribunal Regional Eleitoral do estado chegou a publicar uma Resolução (904/2014) determinando o uso de urnas eletrônicas convencionais em Niterói, em substituição às 1.312 urnas com leitor de identificação biométrica no município. A decisão, no entanto, foi anulada por unanimidade pelo TSE na semana passada.