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Reduzir o Nordeste ao Bolsa Família é simplista, diz governador eleito da Bahia

Na entrevista, Costa defendeu o governo petista na esfera federal como responsável pelo surgimento de cidades médias com atividades econômicas locais

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postado em 20/10/2014 14:31 / atualizado em 20/10/2014 14:48

Agência Estado

O governador eleito da Bahia, Rui Costa (PT), rebateu as críticas da oposição sobre o fato de os eleitores do Nordeste votarem na presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff em razão do Bolsa Família. No primeiro turno, Dilma obteve 16,3 milhões de votos na região, contra 4,3 milhões de Aécio Neves (PSDB). "É uma avaliação simplista e reducionista isso de que o Nordeste é o Bolsa Família. Quem conhecia o Nordeste de 15 anos atrás e conhece o de agora vai perceber que a realidade das famílias e a dinâmica econômica mudou radicalmente", afirmou. "Vejo os articulistas (da imprensa) criticando o Nordeste sem de dedicar por 30 minutos para entender a região", observou.

A afirmação foi uma crítica à declaração recente do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que "o PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres". Embora FHC não tenha citado o Nordeste, a afirmação se 'viralizou' nas redes sociais como um ataque tucano à supremacia petista nas urnas nordestinas. Na entrevista, Costa defendeu o governo petista na esfera federal como responsável pelo surgimento de cidades médias com atividades econômicas locais.

O governador eleito aponta a consolidação do polo de energia eólica no estado baiano como resultado da gestão petista. "A Bahia passa, a partir de 2015, a ser o maior parque eólico do País, com a instalação de geradores no interior e a verticalização que fizemos de toda a cadeia de produção de componentes", disse.

O substituto do atual governador Jaques Wagner (PT) prometeu uma retomada no polo petroquímico de Camaçari, esquecido pela Petrobras. A estatal priorizou nos últimos anos investimentos no Porto de Suape, em Pernambuco, onde constrói a refinaria de Abreu e Lima. "Conseguimos negociar com as empresas, depois de ficar anos sem investimentos no polo petroquímico, o pagamento de créditos tributários que estavam retidos", relatou.

A meta a partir de 2015, segundo ele, é construir um polo têxtil e consolidar o núcleo fabril de acrílicos de Camaçari. "Conseguimos um investimento de R$ 1,3 bilhão da Basf no complexo de acrílicos. Isso abre perspectiva para uma nova cadeia produtiva de plástico. Eu diria que até para indústria têxtil, já que passamos a ter o poliéster e temos algodão no oeste da Bahia. Teremos, assim, duas matérias-primas para a produção têxtil e vamos buscar verticalizar essa cadeia produtiva aqui no Estado", afirmou.
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