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Dilma minimiza editorial inglês que indica voto em Aécio

No editorial publicado nesta quinta-feira, a revista afirma que, quando a presidente foi eleita, o Brasil parecia prestes a aproveitar todo o potencial dela, mas que, durante a gestão, a economia estagnou-se e o progresso social desacelerou

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postado em 16/10/2014 18:07 / atualizado em 16/10/2014 19:03

Agência Estado

REUTERS/Paulo Whitaker

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, comentou nesta quinta-feira, em rápida entrevista num hotel na região da Avenida Paulista, em São Paulo, o editorial da revista britânica The Economist, que recomenda que os eleitores brasileiros abandonem a candidatura dela e apoiem o candidato a presidente Aécio Neves (PSDB). Dilma disse ser direito das publicações deixarem claro aos leitores o posicionamento, mas ressaltou que a revista tem ligação com o sistema financeiro internacional.

"Acho que as revistas do mundo inteiro, tanto as nacionais quanto as internacionais, têm todo direito de tomar sua posição política e levá-la ao conhecimento de seus leitores. Agora, sei qual é a filiação da The Economist, todo mundo sabe. Ela é uma revista muito ligada ao sistema financeiro internacional", disse.

No editorial publicado nesta quinta-feira, a revista afirma que, quando a presidente foi eleita, o Brasil parecia prestes a aproveitar todo o potencial dela, mas que, durante a gestão, a economia estagnou-se e o progresso social desacelerou. A revista diz ainda que Dilma continua favorita a vencer as eleições porque os brasileiros "ainda não sentiram o arrepio econômico em suas vidas".

Perguntada se o editorial da revista era uma manifestação elitista, a presidente e candidata do PT à reeleição afirmou que não. "Não diria isso. Diria que é uma manifestação do sistema financeiro internacional", completou. Essas foram as únicas perguntas respondidas por Dilma na coletiva concedida antes do debate do SBT.

Antes, a presidente e candidata do PT fez um pronunciamento sobre planos para integrar a educação nos níveis de creche ao ensino em tempo integral, passando pela alfabetização. Quando perguntada se não abordaria a falta d'água em São Paulo, Dilma respondeu apenas que falará "amanhã sobre isso. Hoje, não tenho tempo".

Depois de a declaração atrasar em cerca de uma hora, a presidente e candidata saiu da sala direto para o helicóptero que a levará para os estúdios do SBT em Osasco, na Grande São Paulo.
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