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Dilma segue Aécio e leva sindicalistas à TV

Dilma se encontrará nesta quarta-feira com aproximadamente 200 líderes sindicais, que vão gravar com ela cenas para o horário eleitoral de TV

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postado em 15/10/2014 10:07 / atualizado em 15/10/2014 10:17

Agência Estado

Brasília - Sem conseguir acertar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um comício em porta de fábrica no ABC paulista, a presidente Dilma Rousseff encontrará nesta quarta-feira em São Paulo aproximadamente 200 líderes sindicais, que vão gravar com ela cenas para o horário eleitoral de TV.

Lula tem se queixado há tempos, em conversas reservadas, que a agenda de Dilma "muda a toda hora" e que é impossível fazer uma programação com antecedência. Além disso, o comando da campanha de Dilma acha mais prudente concentrar a presença de Lula, neste momento, nas regiões Norte e Nordeste e em Minas, mas não em São Paulo, onde a presidente teve seu segundo pior desempenho no país, atrás do Distrito Federal.

Pesquisas encomendadas pelo partido indicam que, desde os últimos escândalos de corrupção na Petrobras, o índice de rejeição de Dilma aumenta na capital paulista, principalmente em setores de classe média, quando a candidata aparece ao lado de Lula. Diante disso, o ex-presidente decidiu se concentrar em "agendas paralelas" e de bastidor.

A participação dos representantes da CUT, UGT, Nova Central, CTB, CSB e Contag no programa de TV de Dilma, sob a direção do marqueteiro João Santana, foi fechada pela própria presidente.

No domingo, quando visitou em São Paulo o CEU Jambeiro, na zona leste, acompanhada só do prefeito Fernando Haddad e dos candidatos derrotados do PT ao governo, Alexandre Padilha, e ao Senado, Eduardo Suplicy, Dilma foi alertada de que precisava do "apoio de trabalhadores" na propaganda.

Ao se reunir naquele dia com os presidentes da CUT, Wagner Freitas, e da UGT, Ricardo Patah, Dilma ouviu que o candidato do PSDB, Aécio Neves, já tinha aparecido com sindicalistas no horário eleitoral. Eles a aconselharam a fazer o mesmo "para não parecer sozinha".

Na tarde desta terça-feira, 14, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, acertou os últimos detalhes do roteiro na TV com os dirigentes das centrais. Até João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical - central que apoia Aécio - gravará agora mensagem para Dilma.

Vitamina

Depois de passar descomposturas públicas pelo fracasso do PT em São Paulo durante plenária com sindicalistas, no dia 9, Lula ficou quieto, o que causou estranheza em alas do partido.

Na manhã de segunda-feira, porém, ele se reuniu com o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, coordenador da campanha de Dilma em São Paulo, com aliados e com pelo menos um dirigente de instituto de pesquisa. Queria saber o que pode ser feito para vitaminar a candidatura de Dilma, hoje em dificuldades.

Nos últimos dias da campanha, a agenda mais esperada de Lula será em Pernambuco, onde Aécio busca o espólio eleitoral do ex-governador Eduardo Campos, morto em agosto. O tucano tem aval da família Campos e de Marina Silva (PSB), que foi a mais votada no Estado natal de Lula. "Me aguardem em Pernambuco", disse Lula a um amigo.
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