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Dilma rejeita tese de transferência de votos

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postado em 13/10/2014 00:12 / atualizado em 13/10/2014 07:13

Estado de Minas

São Paulo – A presidente Dilma Rousseff (PT) disse nesse domingo, em São Paulo, que o apoio da ex-candidata Marina Silva (PSB) a seu adversário Aécio Neves (PSDB) não significa que o tucano herdará os 22 milhões de votos que ela recebeu no primeiro turno. “Não acredito em transferência automática de votos para ninguém. Acredito na democracia. O voto é de quem vai lá na urna e registra.” Dilma negou que tenha havido falha na articulação de sua campanha para atrair o apoio de Marina. “Vários seguidores da outra candidatura vieram para a minha campanha. Eu não sou a favor de várias questões que o outro candidato é. Nós não falhamos. Eles tinham outro alinhamento.”

Diante disso, disse considerar compreensível o apoio de Marina por causa da afinidade do programa da ex-senadora com os tucanos. “Eles são a favor da independência do Banco Central, nós não somos. Eles são a favor de reduzir o papel dos bancos públicos, nós não somos. Porque reduzir o papel dos bancos públicos significa acabar com Minha Casa, Minha Vida concretamente. Tem coisa que eu não incorporo no meu programa nem que a vaca tussa: reduzir o papel de banco público, flexibilizar direito trabalhista”, afirmou a presidente.

Em evento sobre o Dia das Crianças, Dilma criticou os programas sociais de Aécio para a área da infância quando ele era governador de Minas Gerais. Segundo ela, Minas foi o Estado que teve a menor redução da taxa de mortalidade infantil entre 2003 e 2010.

A presidente assinou um compromisso com a Fundação Abrinq, segundo o qual promete adotar as sugestões da entidade num eventual segundo mandato. Dilma prometeu universalizar o acesso a creches até 2016 para crianças de 4 a 5 anos. Atualmente, 89% das crianças nessa faixa etária têm acesso a creches.