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Aécio quer investigar mais caso Petrobras

Tucano, que receberá o apoio da viúva de Campos, diz que vai apurar a fundo uso da Petrobras

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postado em 11/10/2014 06:00 / atualizado em 11/10/2014 07:17

Alessandra Mello

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, criticou ontem o posicionamento da presidente Dilma Rousseff (PT) sobre o vazamento dos depoimentos prestados à Justiça Federal do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef para a imprensa durante o processo eleitoral. Candidata à reeleição, Dilma disse achar “estarrecedor” que os depoimentos sejam divulgados em época de eleição e por eles estarem em segredo de Justiça.


“Ficou clara a diferença de posição entre a candidata e a presidente, que disse ser estarrecedor o vazamento dos depoimentos dos envolvidos do petrolão. Considero estarrecedor os depoimentos, esses crimes que foram cometidos de forma contínua. Assaltaram a maior empresa brasileira nas barbas deste governo, sem reação deste governo. Estamos indignados com o que aconteceu com a Petrobras”, disse o candidato tucano, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro. Aécio prometeu, se vencer a eleição, aprofundar as investigações na Petrobras. “Se eleito presidente da República, vamos a fundo nessas investigações pelas instituições que já cumprem seu dever constitucional para que todos (envolvidos) possam ser processados e julgados.”

O presidenciável do PSDB disse considerar “melancólico” o início do segundo turno. Em sua avaliação, a presidente Dilma utiliza “a velha e perversa tentativa de divisão do país” e que tal atitude, “só serve ao projeto do PT”. “Perder uma eleição é do jogo democrático, não se pode perder a coerência e o compromisso com as pessoas”, completou o candidato, que se encontra hoje, no Recife, com Renata Campos, viúva do ex-presidenciável Eduardo Campos, morto em agosto, num acidente aéreo em Santos, no litoral de São Paulo. No encontro, ela vai anunciar seu apoio à candidatura de Aécio. “É uma honra pessoal receber esse apoio”, disse. Ele se encontra também com o governador eleito no primeiro turno, Paulo Câmara (PSB), e o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB). Os dois já assumiram a coordenação da campanha de Aécio no estado.

Aécio também prometeu , se eleito, fazer revisão do fator previdenciário, corrigir a tabela do Imposto de Renda pela inflação e buscar a valorização do salário mínimo. “Hoje reitero o compromisso a trabalhadoras e trabalhadores de rever o fator previdenciário. Vamos encontrar uma fórmula que não seja tão perversa para com os aposentados como vem sendo o fator previdenciário”, disse.

Depois de anunciar, no primeiro turno, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga como futuro ministro da Fazenda, em caso de vitória, Aécio prometeu ainda, para a próxima semana, dois novos nomes que integrarão o primeiro escalão de um eventual governo tucano. “No correr da próxima semana, teremos novidade, no mesmo patamar (de Armínio Fraga)”, afirmou. O candidato disse que está conversando com possíveis futuros ministros, que contribuirão para a “qualidade” do seu governo. Durante a entrevista, ele lembrou que hoje é o dia nacional da prevenção da violência contra a mulher e garantiu a criação de uma rede de proteção à mulher que sofreu ou está sob ameaça de violência.

Sobre alianças para o segundo turno, Aécio demonstrou tranquilidade em relação à manifestação de Marina Silva, que fez uma série de exigências para apoiá-lo. “Vejo com enorme naturalidade. Há uma convergência crescente entre os companheiros. Marina tomará decisão no tempo certo e será por nós respeitada.”

APOIO O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), disse ontem que votou em Aécio Neves no primeiro turno e adiantou que vai votar no segundo. “Vou votar no segundo turno e darei o meu apoio à campanha dentro das possibilidades de um prefeito atarefado como eu sou”, afirmou. “Existe um processo de disciplina partidária. Eu sou muito ligado ao PSB, é o único partido ao qual eu me filiei sempre. Devo, inclusive, participar da reunião do diretório nacional na segunda-feira para a escolha da nova executiva. Fui convocado ontem a estar lá. Nesse momento, naturalmente, na vida de um prefeito de uma capital, a sua principal obrigação é trabalhar e cuidar da cidade. Cumprir os compromissos de prefeito.” (Com agências)