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Aécio recebe adesões de vários partidos para o segundo turno

Além do PSB, Aécio recebe apoio de PV, PSC e de parlamentares do PDT e do PMDB

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postado em 09/10/2014 00:12 / atualizado em 09/10/2014 07:33

Paulo Silva Pinto, Júlia Chaib, André Shalders e Luana Brasil
Minervino Júnior/CB/D.A Press

Brasília – O apoio do PSB à candidatura de Aécio Neves foi engrossado ontem pela adesão de partidos nanicos e políticos do PDT. Um grupo de deputados do PMDB, cujo presidente Michel Temer é candidato a vice de Dilma Rousseff (PT), também pretende convencer a bancada da legenda em Brasília a apoiar o tucano. O governador eleito de Mato Grosso, Pedro Taques, o senador eleito pelo Distrito Federal, José Antônio Reguffe, e o senador Cristovam Buarque, todos do PDT, também manifestaram apoio a Aécio.

Em clima de festa, Aécio encontrou-se com militantes, senadores eleitos e candidatos a governos estaduais que já conquistaram o mandato no primeiro turno ou que permanecem na disputa. “Não sou mais apenas o candidato do PSDB a presidente da República, mas de uma ampla coligação que nos trouxe até aqui. Sou, a partir deste instante, o representante da esperança, da mudança, de valores e eficiência na máquina pública”, discursou Aécio diante de uma plateia empolgada no auditório do Memorial JK.

Uma das principais atrações do encontro foi o candidato derrotado à Presidência do PV, Eduardo Jorge. Ele acabava de sair da reunião que decidiu apoiar Aécio no segundo turno. Em um demorado discurso, Jorge afirmou que a escolha por Aécio veio da proximidade entre o programa do partido e o do PSDB, sobretudo na busca do desenvolvimento sustentável.

O candidato derrotado do PV aproveitou para atacar a presidente Dilma Rousseff. “Acredito que ela nem acredita em aquecimento global, ela é uma cética”, afirmou. O deputado Pastor Everaldo (PSC-RJ), outro candidato derrotado que apoia Aécio, também estava no encontro e discursou. “Recebi um telefonema de Aécio na segunda-feira à noite e marcamos de virmos aqui hoje (ontem). E o compromisso que eu pedi ao Aécio é que ele tome como preocupação principal, e ele já demonstrou isso, é com os pobres desse país”, contou Everaldo. “A outra preocupação é que realmente o nosso país saia das páginas policiais. Nunca se prendeu tanto nesse país. É verdade. É que nunca houve tanta corrupção”, completou ele, ironizando o discurso adotado por Dilma Rousseff.

A lista de presença incluiu parlamentares do PMDB que apoiam Aécio apesar de o partido integrar a base do governo, como o senador Jarbas Vasconcelos (PE) e o deputado Danilo Forte (CE).

Em entrevista a jornalistas antes de ir para o auditório, Aécio disse não temer ataques na campanha do segundo turno. “Estou numa campanha política, não numa guerra. Convido a presidente da República a fazer uma campanha de alto nível, onde ela possa dizer o que pensa em relação ao Brasil.” Na coletiva, o candidato voltou a dizer que o povo brasileiro demonstrou o sentimento de mudança nas urnas e que ele será o responsável por conduzir o processo.

Embora tenha dito que sempre defendeu mandato de cinco anos para cargos públicos sem direito à reeleição, ele afirmou que esta é uma questão “secundária”. “Não é um ato unilateral que vai permitir que a nossa tese seja implementada. (…) Existe uma questão jurídica. Não vou antecipar as coisas. Eu nem sequer sou presidente. (...) O momento que será implementado dependerá do Congresso”, afirmou. Ele voltou a defender a escola integral e projetos de sustentabilidade e disse que, sobre o apoio de Marina Silva, as questões essenciais os aproximam mais que “os separam”. No evento, Aécio afirmou que, caso eleito, será o presidente dos “pobres” e dedicará atenção ao Nordeste.


GOVERNADOR O futuro governador do Mato Grosso, Pedro Taques (PDT), também declarou apoio ao candidato do PSDB, durante o ato no Memorial JK. “Minha opção será a opção de um grupo, notadamente o grupo de companheiros com que me atuo dentro do PDT, como no caso do senador Cristovam Buarque e do novo senador eleito por Brasilia, Reguffe”, disse ele.

Assim como Taques, o senador Cristovam Buarque também está com Aécio. “Há momentos em que a única coisa que a gente quer de um novo presidente é que renove os quadros. Aécio representaria um passo para oxigenar. Seu governo não começaria com a um cansaço de 12 anos”, disse o parlamentar do PDT.


PMDB Parte dos deputados reeleitos pelo PMDB também estão com Aécio e tentam convencer a bancada do partido na Câmara a fazer o mesmo. O grupo apresenta dois argumentos. O primeiro é de que ficou longe da unanimidade a entrada do PMDB na coligação da candidata Dilma Rousseff.

O outro é que, em seu primeiro mandato, a petista deu pouco espaço para os deputados do PMDB participarem do governo. “A gente vai operar pesado pela mudança”, afirmou Darcísio Perondi (PMDB-RS), que apoiou Marina Silva no primeiro turno. Na terça-feira, no Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES) também manifestou seu desacordo com o apoio a Dilma. “Estive ao lado da mudança no primeiro turno e manifesto minha confiança de que o Brasil votou pela mudança", disse.