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Vice de Marina trabalha por apoio do PSB a Aécio

"Não tem esse negócio de neutralidade. A neutralidade sempre ajuda alguém", disse o deputado Beto Albuquerque, vice na chapa de Marina

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postado em 07/10/2014 13:01 / atualizado em 07/10/2014 14:02

Estado de Minas

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
São Paulo e Recife - O deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), que foi vice na chapa de Marina Silva à Presidência, disse nesta terça-feira, 7, que existe uma tendência grande no PSB de apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves.

"No partido hoje há uma tendência grande de, se houver acordo programático, compromisso com a reforma política, pode até ter um ou outro que possa ficar emburrado, mas é a tendência majoritária no partido", disse  Albuquerque. O deputado reforçou também que uma posição de neutralidade não seria positiva para a construção feita por eles até aqui. "Não tem esse negócio de neutralidade. A neutralidade sempre ajuda alguém", afirmou.

Albuquerque disse que não quer se precipitar à decisão do partido, a ser tomada na quarta-feira, 8, e da coligação que apoiou Marina, na quinta-feira, 9. Mas disse pessoalmente ter certeza absoluta em quem "não vota em hipótese alguma", numa alusão ao PT.

No domingo, o deputado já havia dito e repetiu hoje que ele e o partido não têm cultura de "levar desaforo pra casa". "As ofensas não vieram de partido, mas dela própria, da boca da Dilma e do Lula."

Aliados de Marina já disseram também que a ex-ministra ficou com mágoas pelos ataques diretos desferidos durante a campanha do primeiro turno pela candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O deputado federal Júlio Delgado, presidente do PSB mineiro, disse à reportagem que está trabalhando para que o apoio a Aécio se concretize. "Existe um sentimento dentro do PSB de apoio a Aécio", afirmou. Ele lembrou que mesmo nomes como o presidente da sigla, Roberto Amaral, que tem ligação histórica com o PT e com a esquerda, já teriam dados sinais de que não se oporiam à decisão do partido.

Delgado destacou ainda que o cenário de cada Estado será respeitado. Na Paraíba, por exemplo, o governador Ricardo Coutinho, que concorre à reeleição, está coligado com o PT e tem um candidato do PSDB como adversário. Diante desse cenário, seria impossível o PSB local apoiar Aécio. Haveria também dificuldades em Estados como Amapá, Acre e Bahia devido à antiga ligação com o PT.

Pernambuco


O governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, viajaram na manhã desta terça-feira para São Paulo a fim de continuar as discussões internas do partido sobre o posicionamento a ser adotado no segundo turno da eleição presidencial. De São Paulo eles seguem para Brasília, nesta quarta-feira, 8, quando o diretório nacional deverá fechar o apoio a Aécio Neves.

A viúva do ex-presidenciável Eduardo Campos, Renata, participa ativamente das negociações. Nesta segunda-feira recebeu telefonema de Aécio e acompanhou as conversações que se desenrolaram por todo o dia com integrantes do PSB estadual, inclusive com todos os deputados eleitos. Renata permanece no Recife acompanhando o desenrolar das negociações.

Com Agência Estado
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