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Bancada evangélica fica menor na Câmara dos Deputados

Nova composição indica redução de parlamentares religiosos. Mais mulheres foram eleitas

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postado em 07/10/2014 00:12 / atualizado em 08/10/2014 09:34

Alessandra Mello

A nova bancada federal repete algumas características da composição eleita em 2010. Como na disputa passada, a bancada feminina na Câmara dos Deputados continua bem pequena em relação ao número total de parlamentares. Algumas celebridades garantiram uma cadeira no parlamento, mas a maioria que tentou a disputa ficou de fora. Ainda não há números exatos sobre os parlamentares evangélicos, porque a religião de alguns novatos ainda não é conhecida, mas a composição já divulgada aponta uma redução. PT, PMDB, que perderam representantes em relação a 2010, e PSDB, que ganhou um parlamentar, mantêm o título de maiores bancadas na Câmara e juntos têm 190 dos 513 deputados.


Até agora já são 47 pastores, cantores e outros evangélicos eleitos para o parlamento. A bancada atual é composta por 68 deputados. Mantido esse número, o grupo pode ter tido uma expressiva redução em relação à composição atual, onde foram reeleitos apenas 37 dos atuais deputados que compõem a Frente Parlamentar da Família e Apoio à Vida, que reúne esse segmento religioso.

Entre os campeões de voto está o deputado federal Marcos Feliciano, pastor da Igreja Assembleia de Deus, terceiro colocado na disputa em São Paulo e quarto mais bem votado no Brasil. Entre os novatos da bancada evangélica está Irmão Lázaro (PSC), terceiro deputado federal mais bem votado na Bahia. Cantor gospel, ele perdeu apenas para caciques da política baiana. Desconhecido no mundo político e popular no meio musical baiano, o cantor já foi vocalista da banda Olodum.

Outra campeã de votos e também evangélica é a segunda deputada federal mais vem votada no Rio de Janeiro, Clarissa Garotinho (PR), filha do atual deputado federal e integrante da bancada evangélica, AntHony Garotinho (PR). O partido da família Garotinho é campeão de parlamentares até agora de representantes evangélicos, com 11 parlamentares, atrás do PSC, com 10 deputados, legenda formada exclusivamente por integrantes dessa religião.

Em relação ao gênero, apenas 51 dos eleitos são mulheres. Número pouco maior em relação a eleição anterior, quando foram eleitas 45 mulheres. No Senado, a representação ficou proporcionalmente menor do que em 2010, quando foram eleitas 12 senadoras, duas para cada estado. Nesta disputa, com apenas uma vaga, foram eleitas 5 parlamentares. Minas Gerais foi um dos estados em que a representação feminina mais cresceu, passando de uma única deputada em 2010 (Jô Moraes do PCdoB) para cinco na próxima legislatura. Os estados que elegeram o maior número de deputadas foram Rio de Janeiro e São Paulo, com seis representantes cada um. Alagoas, Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba e Sergipe não emplacaram nenhuma mulher no parlamento.

CELEBRIDADES BEM VOTADAS


Celebridades eleitas em 2010, como o humorista Tiririca (PR-SP) e o ex Big Brother Jean Wyllys (PSOL-RJ) se reelegeram com folga. Outras tiveram uma votação inexpressiva, caso de Kid Bengala (PRB-SP), com pouco mais de mil votos na disputa em São Paulo. O cantor sertanejo Sérgio Reis, que disputou pelo PRB de São Paulo, se elegeu com apenas 45,3 mil votos, impulsionado pela votação do apresentador de televisão, Celso Russomano (PRB), deputado federal mais bem votado do Brasil em termos absolutos.

Em 2010, o cantor tentou uma vaga de deputado federal por Minas Gerais pelo PR, mas não se elegeu. Entre os famosos, o destaque foi a eleição do deputado federal Romário (PSB) para o cargo de senador, desbancando o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), e ainda com votação recorde no estado. Na bancada da bola, o destaque foi a eleição do ex-presidente do Corinthians, André Sanches, pelo PT paulista.