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Pimentel vai ter trabalho para conseguir maioria na Assembleia

Governador eleito Fernando Pimentel terá que se esforçar para contar com uma base forte na Assembleia

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postado em 06/10/2014 08:53 / atualizado em 06/10/2014 09:35

Juliana Cipriani / , Pedro Rocha Franco

O governador eleito Fernando Pimentel (PT) vai ter de se esforçar para construir uma forte base aliada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, necessária para a aprovação dos projetos do Executivo. Pelo que se desenha no resultado das urnas, ele tem inicialmente a seu favor apenas 26 dos 77 deputados estaduais. Isso porque todos os outros partidos ou apoiaram seu adversário derrotado nas, o ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga (PSB), ou concorreram em outras chapas na disputa pelo Palácio Tiradentes. Ao todo, 22 siglas conquistaram vagas na Casa, uma a mais que na eleição de 2010.

Ocorre que, apesar de o Executivo ter mudado de mãos, a composição do Legislativo seguiu mais ou menos a mesma divisão atual. A maioria dos eleitos faz parte da atual base do governador Alberto Pinto Coelho (PP), que sucedeu o ex-governador Antonio Anastasia (PSDB): 40 fazem parte das 14 siglas (PSDB, PP, DEM, PSD, PTB, PPS, PV, PDT, PR, PMN, PSC, PSL, PTC e SD) que apoiaram o candidato tucano Pimenta da Veiga na disputa contra Pimentel.

Na atual composição da Assembleia, o PSDB de Pimenta é o partido com a maior bancada, de 14 cadeiras, seguido pelo PT de Fernando Pimentel, com 11. Nesta eleição os tucanos perderam cinco cadeiras, vendo sua bancada reduzida para 9 vagas. Já o PT ficou com 10, mas assume, empatado com o PMDB, o posto de maior bancada.

Na contabilidade geral, a coligação Minas para todos, aliada de Fernando Pimentel que reuniu os partidos PT, PMDB, PRB e PROS, elegeu 22 deputados para a Assembleia de Minas Gerais. Juntos dos três eleitos pelo PCdoB, eles serão a base inicial do governador eleito Fernando Pimentel (PT) nos próximos quatro anos.

A base aliada ao governo do grupo tucano, atualmente no Palácio Tiradentes na ALMG é de 54 deputados – 47 deles estão na coligação de Pimenta. A oposição atual, que reúne quatro dos cinco partidos que sustentaram a candidatura de Fernando Pimentel, tem 23 nomes. A outra legenda que saiu com o petista foi o PROS, que tem hoje duas cadeiras no Legislativo e, apesar de estar em um dos blocos governistas na atual legislatura, se aliou à chapa petista já na campanha pelo governo de Minas.

COMPOSIÇÃO
As perspectivas, no entanto, não são tão ruins. Partidos como o PDT, PV e PTB integram nacionalmente a base da presidente Dilma Rousseff (PT), o que pode ajudar na composição, caso ela seja reeleita. Os pedetistas, por exemplo, passaram sua bancada de três para quatro cadeiras. Já o PV viu o número de vagas reduzidos de cinco para quatro e o PTB se manteve com quatro. Partidos como PSB e PR, que já foram aliados nacionalmente do governo do PT também estão no horizonte de possíveis novos aliados.

Segundo o deputado Durval Ângelo, no entanto, a base de Pimentel pode ser maior. “Muitos que não eram da coligação já apoiaram o Pimentel, em todos os partidos. O Fábio Cherem (PSD), por exemplo, e o Braulio Braz (PTB) . Agregamos mais de 10, que, sem ser da base dele (Pimentel), discordavam do Pimenta”, afirmou. Já a oposição que deve se manter fixa será formada pelos deputados estaduais do PSDB, DEM e PPS, rivais históricos do PT. Entre eles, os tucanos conquistaram nove cadeiras, PPS três e DEM duas.
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