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Dilma inicia a Semana da Pátria em paz com os militares

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postado em 03/09/2012 07:10

Juliana Braga

A presidente Dilma Rousseff inicia a Semana da Pátria com uma relação bem mais amistosa com os militares do que ano passado, quando poucos dias depois de ter demitido o titular do Ministério da Defesa, Nelson Jobim, por ter dado declarações polêmicas, e tê-lo substituído por Celso Amorim, que não agradava a categoria, ela fez questão de comparecer à cerimônia de troca da bandeira, parte das comemorações militares pela Independência do Brasil. Nesse domingo, nem Dilma nem Amorim foram à solenidade, até por que já não precisam se esforçar para evitar atritos com a caserna. Há poucos dias, o Planalto concedeu à categoria o dobro do reajuste dado a todos os servidores. A presidente tem se empenhado também em fazer andar projetos importantes para a Defesa, como a compra do satélite que monitorará as fronteiras, e a construção de submarinos.

Interlocutores da presidente afirmam que as benesses concedidas aos militares são, na verdade, uma preocupação de Dilma com a defesa do país. Admitem, contudo, que é difícil não reconhecer que a relação entre a presidente e a pasta começou a melhorar com a saída do ministro Nelson Jobim, que estava no cargo desde 2007 mas não escondia seu descontentamento com o Planalto. A mudança não agradou os militares, que gostavam do antigo ministro, mas acabou facilitando a interlocução da pasta com a chefe do Executivo.

A sinalização mais recente da importância que concede à pasta, foi o tratamento dispensado pelo governo ao orçamento da Defesa. Os servidores militares, que não participaram no movimento grevista que envolveu diversos setores da Esplanada, tiveram reajuste de 30%, o dobro do oferecido às outras categorias. Também agradou à categoria a transferência do Ministério da Justiça para o da Defesa, de parte das atividades relativas à segurança dos grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Exceções


Aos assuntos que lhe são caros, entretanto, Dilma continua mantendo seu posicionamento e parece não se importar com o incômodo da caserna. Na constituição da Comissão da Verdade, por exemplo, considerada por ela uma questão de honra, a presidente sequer ouviu os militares sobre as definições de como seriam os trabalhos ou quem a comporia. No dia da cerimônia de instalação, eles compareceram, mas o mal estar era visível. Sentados na primeira fileira, muitos deles não aplaudiram os discursos.

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