Salário de motoristas varia 2.100% na Câmara de SP

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postado em 04/07/2012 10:48

Agência Estado

Motoristas de vereadores recebem salários que variam em até 2.100%. O valor recebido é determinado pelo próprio parlamentar, dentro de uma verba de R$ 106 mil que cada um deles tem para contratar até 18 assessores. O motorista mais bem pago é o do vereador Milton Leite (DEM): R$ 12.728 por mês - salário maior do que de vários funcionários de curso superior da Câmara Municipal. Na outra ponta, está um dos dois motoristas que prestam serviço para o vereador Toninho Paiva (PR): R$ 603.

As informações foram retiradas da seção "Salários Abertos", do site oficial da Câmara Municipal de São Paulo (www.camara.sp.gov.br). Elas fazem parte da última leva de remunerações divulgadas pelo Legislativo paulistano, o primeiro órgão desse poder em todo o País a abrir os salários de seus funcionários - antes mesmo da Câmara dos Deputados e do Senado.

No total, 49 vereadores contam com 54 motoristas particulares à disposição dos gabinetes, com custo anual de R$ 3,1 milhões. Isso ocorre porque cinco vereadores possuem dois motoristas à disposição. São eles: Toninho Paiva (PR), Milton Leite (DEM), Roberto Tripoli (PV), Sandra Tadeu (DEM) e Souza Santos (PSD).

Apenas seis vereadores não têm motoristas contratados no gabinete - Edir Sales (PSD), Carlos Apolinario (DEM), Celso Jatene (PTB), Juscelino Gadelha (PSB), Milton Ferreira (PSD) e Netinho de Paula (PCdoB). O salário médio líquido desses profissionais é de R$ 4,2 mil. Para efeito de comparação, motoristas de ônibus da capital recebem salário bruto de R$ 1,6 mil - 2,5 vezes menos que a média dos motoristas dos gabinetes.

Segundo a assessoria de Sandra Tadeu (DEM), os dois motoristas são necessários porque a rotina parlamentar é muito longa e os motoristas se revezam durante o dia. Contatado por telefone, Toninho Paiva (PR) pediu para a reportagem ligar novamente em 10 minutos, mas não atendeu mais. Milton Leite (DEM) e Souza Santos (PSD) não foram encontrados. Roberto Tripoli (PV) conversou com a reportagem, mas não quis dar explicações
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