O Brasil vai financiar um novo programa criado pelo Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), dirigido pelo brasileiro José Graziano. O acordo, assinado nessa terça-feira em Roma, prevê uma doação de US$ 2,37 milhões para uma ação local de compra de alimentos em cinco países africanos a ser administrada pela FAO e pelo Programa Alimentar Mundial (PAM), órgão da ONU responsável pela resposta emergencial a crises de fome.
O novo programa, a primeira proposta da gestão de Graziano, iniciada em janeiro, tem como base o programa brasileiro de compra de alimentos, parte da estratégia Fome Zero, criada quando Graziano era ministro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Quando assumiu a FAO, depois de uma intensa campanha do governo brasileiro para emplacar seu nome, Graziano afirmou que queria levar para o órgão as políticas brasileiras. Conseguiu também o financiamento.
A intenção do novo programa é financiar a produção local de pequenos agricultores na Etiópia, no Malaui, em Moçambique, Níger e Senegal por pelo menos 18 meses. A FAO, no entanto, pretende obter mais recursos além do dinheiro brasileiro para manter o programa.
Do total a ser doado pelo Brasil, o órgão receberá US$ 1,55 milhões para ajudar os pequenos agricultores a melhorar sua produção, oferecendo sementes e fertilizante e tentando organizá-los em cooperativas para processar e vender suas colheitas. Já a PAM receberá outros US$ 800 mil para preparar a compra dos produtos e fazer sua distribuição para escolas e os famílias de baixa renda.
Além dos recursos, o Brasil também oferece a expertise para a montagem do programa, todo ele baseado no Programa Nacional de Aquisição de Alimentos, que garante a compra a preços de mercado para os pequenos agricultores - hoje cerca de 100 mil são fornecedores do PAA, especialmente de grãos, carnes, pescados e sementes. No Brasil, a aquisição é feita pelo governo, que então repassa os produtos para restaurantes populares, cozinhas comunitárias ou para distribuição de cestas básicas.
Os cinco países selecionados para começar o programa já haviam demonstrado interesse em copiar o modelo brasileiro. A intenção da FAO é que, passado esse primeiro momento, os governos locais assumam a compra dos alimentos como faz o Brasil.
Esta matéria tem: (5) comentários
Autor: Vladimir Noronha
Tá sobrando no nordeste do Brasil? Vamos primeiro arrumar a casa para depois pensarmos fora dos nossos muros, ou fronteiras como queiram. Brasil come urubu e arrota peru, não tá aguentado o gato pelo rabo e caçando resolver problemas dos outros que os nossos ainda não foram. Que vergonha deste lugar | Denuncie |
Autor: sebastiao dipaula
Não acho que seja essa solução, ela é apenas paliativa, o que todos os países que tem uma agricultua desenvolvida deveriam através de seus órgãos como a Embrape financiar o conhecimento para os povos africanos e outros países a desenvolver uma agricultura sólida a médio e longo prazo teria resultado. | Denuncie |
Autor: Edilson Guimaraes
Acho que devemos fazer alguma coisa, tanto internamente como externamente. Esse negócio de nacionalismo é uma desgraça. A dor da fome e do desamparo é igual em qualquer ser humano. As linhas divisórias entre países são imaginárias e criadas pelo homem. Somos todos habitantes do planeta terra. | Denuncie |
Autor: Teo Fernandes
Com tantos precisando aqui mesmo, lá vai o governo do PT aparecer internacionalmente. | Denuncie |
Autor: VinÃcius Natividade Gomes
Ou seja, mais uma vitória do noisso Lula, guerreiro do povo brasileiro. Mais uma vitória do Brasil, mais uma vez o Brasil mostrando seu valor, enquanto outros matam e torturam por petroleo, o Brasil luta pra matar a fome no mundo! Valeu Lula, líder MUNDIAL! | Denuncie |