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Governo anuncia corte de R$ 55 bilhões no Orçamento O anúncio foi feito pelos ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e da Fazenda, Guido Mantega. Segundo eles, a supressão de recursos não vai atingir os principais programas do governo federal

Agência Brasil

Publicação: 15/02/2012 14:51 Atualização: 15/02/2012 18:23

Brasília - O governo anunciou na tarde desta quarta-feira que o corte no Orçamento-Geral da União de 2012 será R$ 55 bilhões. Desse total, a maior parte, R$ 35 bilhões, virá da redução das despesas discricionárias (não obrigatórias). Com a redução da estimativa das chamadas despesas obrigatórias, serão economizados mais R$ 20,5 bilhões.

O anúncio foi feito pelos ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e da Fazenda, Guido Mantega. Segundo eles, a supressão de recursos não vai atingir os principais programas do governo federal, como o de Aceleração do Crescimento (PAC); o Minha Casa, Minha Vida e o Brasil Sem Miséria. Segundo documento entregue pelo Ministério do Planejamento, “os recursos estão integralmente preservados, assim como [os recursos previstos para as] áreas da saúde e educação”.

Com o corte anunciado, as receitas líquidas foram reavaliadas e reduzidas em R$ 29,5 bilhões em relação ao previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA). Houve redução de R$ 14,6 bilhões na estimativa das receitas administradas pela Receita Federal e de R$ 4,8 bilhões na Contribuição para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

O documento destaca ainda que as “estimativas de arrecadação de quase todos tributos foram reduzidas”, com destaque para Imposto sobre a Renda (IR), Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidente sobre combustíveis, Contribuição para Financiamento de Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e PIS/Pasep.

Ainda foram reduzidas em R$ 7,1 bilhões as estimativas de arrecadação das demais receitas primárias do Governo Central ((Tesouro, Previdência Social e Banco Central), com destaque para dividendos, receitas próprias, contribuição para salário-educação e receita com concessões.

A redução das despesas obrigatórias ficou em R$ 20,5 bilhões. Com relação à Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, enviada ao Congresso Nacional, as despesas discricionárias foram reduzidas em R$ 35 bilhões.
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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Carlos Roberto Haller
Por que não baixar pelo menos 70% a despesa da Câmara dos Deputados e/ou do Senado? Porque não reduzir salários dos ministros ao mínimo? O funcionalismo público pode viver muito bem com o salário mínimo, a grande maioria da população vive,eles são melhores do que nós em quê? Mais AÇÃO Brasil! | Denuncie |

Autor: Ilka Reis
Os cortes serão nas áreas de sempre: saúde, educação e segurança. Nos orçamentos do congresso, que é bom, eles não cortam! | Denuncie |

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