Publicação: 09/02/2012 08:35 Atualização: 09/02/2012 08:52
A greve dos policiais militares na Bahia gerou, ontem, uma troca de acusações entre aliados do governador Jaques Wagner (PT) e integrantes da oposição baiana, especialmente os pré-candidatos à prefeitura de Salvador Nelson Pellegrino (PT-BA) e ACM Neto (DEM-BA). Sob críticas de adversários, o petista e uma comissão de deputados partidários de Wagner embarcaram em avião fretado pela Força Aérea Brasileira (FAB), para manifestar apoio ao governador. A possibilidade de greve de policiais em outros estados e a recusa do governo em votar a Proposta de Emenda Complementar (PEC) 300, que cria um piso nacional para os salários de bombeiros e das polícias Civil e Militar, esquentou ainda mais o clima.
O grupo aliado do governo do estado levou a Salvador uma nota em que pede aos policiais o encerramento da greve. ACM Neto acusou Pellegrino de não ter convidado integrantes da oposição. O gabinete do petista negou a acusação e afirmou que toda a bancada baiana foi procurada pelo deputado. “Nós, que somos deputados da Bahia, não fomos sequer convidados, nem comunicados. Ele foi para fazer política usando dinheiro público porque usou o avião da FAB”, criticou ACM.
Arnaldo Faria de Sá defende que a PEC 300 traria um impacto anual de R$ 54 milhões para a Bahia, considerando apenas os PMs da ativa. O número é bem menor do que o divulgado pelo governo baiano há dois dias. Segundo o Palácio de Ondina,a Gratificação de Atividade Policial (GAP) 4 traria um impacto de R$ 170 milhões. Essa gratificação é a principal reivindicação dos grevistas.
O deputado acredita que a proximidade da Copa e das Olimpíadas fará a reivindicação dos policiais de todo o país se intensificar. Os parlamentares de outros estados também demonstraram preocupação com a situação em outros estados. “Não tenho dúvida de que exista uma pressão sobre o Rio de Janeiro”, preocupou-se o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aliado do governador fluminense, Sérgio Cabral.
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