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Estado de Minas

Ministro das Cidades tem menos poder após a exoneração do chefe de gabinete da pasta

Aumentam as expectativas em torno da demissão de Negromonte. Pasta é acusada de favorecer empresário do ramo de informática


postado em 26/01/2012 06:00 / atualizado em 26/01/2012 07:32

O Palácio do Planalto tem indicado ao PP que um acordo em torno da substituição do ministro das Cidades, Mário Negromonte, elimina a possibilidade de a legenda se manter na Esplanada com o domínio “de porteira fechada” sobre a pasta. Em conversa com interlocutores da legenda, Dilma Rousseff fez questão de enfatizar a necessidade da nomeação de nomes de sua confiança para os cargos mais próximos ao ministro, como a atual secretária nacional de habitação, Inês Magalhães, que a presidente quer como secretária executiva do ministério.

A expectativa em torno da saída de Negromonte aumentou com o anúncio da demissão de seu chefe de gabinete, Cássio Peixoto, publicada na edição dessa quarta-feira do Diário Oficial da União. A exoneração aconteceu na esteira de denúncias sobre o envolvimento de Peixoto, braço direito do ministro, em negociações com um empresário do ramo de informática sobre contratos com a pasta. A demissão de Peixoto foi assinada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.


A substituição do ministro Negromonte está no horizonte da presidente Dilma Rousseff desde o ano passado. A mudança na pasta é tratada como uma questão de tempo, mas não estaria entre as prioridades do Palácio do Planalto. A exemplo do que ocorreu em outros ministérios, a presidente está em busca de um técnico para as Cidades. Não há, no entanto, um nome de consenso entre o PP e o Executivo, que também não está disposto a abrir uma rota de colisão com os aliados. Filiado ao PP e preferido de Dilma, Márcio Fortes não tem aprovação de parte dos caciques da legenda.


 “Ele é um quadro técnico da presidente, não pode ser considerado um quadro partidário”, observa o deputado Vilson Covatti (PP-RS). “O ex-presidente Lula, com sua habilidade política, soube colocar um técnico no ministério e obter a aprovação da legenda. Isso aconteceu uma vez, mas não deve ser da mesma forma agora”, avalia o parlamentar. O partido, por sua vez, ainda não apresentou uma alternativa a Negromonte capaz de dar segurança à presidente para demitir o atual ministro. Hoje, os nomes mais fortes dentro da legenda para assumir o comando da pasta são o do líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB), e o do deputado Márcio Reinaldo (MG).


Bastidores


Em público, membros da bancada federal do PP insistem na demonstração de apoio a Negromonte, mas nos bastidores os correligionários do ministro admitem que sua manutenção à frente da pasta tem trazido mais ônus do que benefícios ao partido.


“Se ele cair, não haverá choro nem lamentações. Negromonte não tem luz própria e não conseguiu criar nenhuma política pública que prestigiasse a ele e ao partido”, diz um parlamentar do PP, ao avaliar que, apesar de ocupar um ministério de relevância no governo, o PP não conseguiu usar isso para se projetar. “Em dezembro, o partido já tinha chegado à conclusão de que o desgaste provocado pelas denúncias chegou próximo do insustentável. Assim que acabar o recesso, o partido deverá se reunir para tratar desse tema”, afirma o pepista.


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