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Novembro azul: hora de falar do câncer de próstata

É o tumor mais frequente em homens no Brasil, comprometendo um em cada seis acima dos 50 anos
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postado em 07/11/2016 16:25 / atualizado em 07/11/2016 16:33

Biocor Instituto/Divulgação
Um em cada dois homens terá câncer. Entre as mulheres, uma em cada três desenvolverá a doença. Hoje, um em cada quatro pacientes sobrevive. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos. Depois do Outubro Rosa, período dedicado à conscientização da mulher no combate e prevenção ao câncer de mama, inicia-se a campanha “Novembro Azul”, visando promover a detecção precoce do câncer de próstata, incentivando os homens à realização do exame.

O câncer de próstata é o tumor mais frequente em homens no Brasil, comprometendo um em cada seis acima dos 50 anos de idade, o que representa aproximadamente 70 mil novos casos e quase 14 mil mortes por ano. Estudo realizado em 2015 pela Sociedade Brasileira de Urologia apontou que 51% dos homens nunca consultaram um urologista. Diante desses números que impressionam, existe uma boa notícia: o diagnóstico e o tratamento dessa doença foram substancialmente melhorados nos últimos anos. Atualmente, cresce o número de casos diagnosticados em fases iniciais e, consequentemente, são maiores as chances de cura dos portadores de câncer de próstata. Porém, mesmo em casos mais avançados, existem opções de tratamento que resultam em controle mais eficaz e duradouro, à custa de aceitáveis efeitos colaterais.

Nos casos de doença precoce, avaliações multidisciplinares, em conjunto com um melhor entendimento das características do tumor, permitem discriminar pacientes com tumores considerados de baixo risco e que podem, com segurança, ter apenas acompanhamento médico sem a necessidade de tratamentos imediatos – o que é chamado de vigilância ativa. Para aqueles a quem o tratamento é indicado, as técnicas de cirurgia e radioterapia vêm se tornando cada vez menos invasivas e mais precisas, aumentando as taxas de cura em pacientes com doença precoce para aproximadamente 90%.

O grande desafio, no entanto, é a doença em estágio avançado, metastática, especialmente o câncer de próstata resistente à castração. A doença hormônio-resistente, que até pouco tempo permanecia com opções terapêuticas limitadas, hoje vislumbra um futuro mais promissor. Existem hoje novas medicações que mudam a maneira de tratar a doença, além de aumentar a sobrevida e a qualidade de vida desses doentes: os hormônios administrados por via oral (abiraterona e enzalutamida); o radium-223, medicamento que emite partículas alfa radioativas com alvo antitumoral em pacientes com metástases ósseas; o quimioterápico cabazitaxel e o sipuleucel-T, a primeira imunoterapia empregada em pacientes que falharam a provação androgênica, que estimula a resposta imune contra a fosfatase ácida prostática, um antígeno expresso na maioria dos tumores de próstata. Essa última, ainda não está disponível no Brasil.

O sequenciamento desses novos esquemas terapêuticos e sua combinação com tratamentos já consagrados nos permite hoje aumentar a sobrevida desses pacientes com melhor qualidade e menos efeitos colaterais. Infelizmente, em nosso país, esses avanços e benefícios não estão disponíveis para toda a população e, em virtude da falta de rastreamento em alta escala, o risco relativo de morte por câncer de próstata no Brasil é pelo menos duas vezes maior do que nos Estados Unidos em decorrência de maior porcentual de diagnósticos tardios, gerando sofrimento e custos desnecessários.

Tags: biocor