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Que tal reduzir os riscos de se ter um AVC?

Neurologista explica quais são os tipos de acidente vascular cerebral
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postado em 03/10/2016 15:26 / atualizado em 03/10/2016 15:46

Biocor Instituto/Divulgação
Pois bem, estamos falando da doença que mais mata no Brasil e a principal causa de incapacidade em todo o mundo!!! O acidente vascular cerebral (AVC) acomete uma em cada 6 pessoas. Isso mesmo! De cada 6 pessoas no mundo, uma terá um AVC no decorrer da vida! Pelas elevadas incidência e prevalência, pela alta mortalidade e morbidade que carrega, é importante saber o que é um AVC, como identificá-lo e por fim, como podemos reduzir os riscos de termos um AVC.

Mas o que é o AVC?

Este é o termo usado para os problemas vasculares agudos que ocorrem no encéfalo. A maioria dos acidentes vasculares cerebrais são do tipo "isquêmico", ou seja , o fluxo de um vaso sanguíneo é interrompido, gerando a isquemia da região irrigada por ele. Cerca de 20% dos AVC's, porém, são do tipo hemorrágico, isto é, há uma ruptura de um vaso sanguíneo, gerando sangramento intracraniano.

Como saberei se estou diante de um AVC?
O cérebro comanda todas as ações do corpo e cada área cerebral tem uma função. Deste modo, dependendo da área onde o AVC ocorre, teremos determinado sintoma. Haverá a perda súbita de uma função neurológica, geralmente a perda na capacidade de falar, ou uma fraqueza de um braço e/ ou perna, assimetria facial, dentre outros!

Mas e a prevenção, como fica?
Importante inicialmente deixar claro que boa parte dos fatores de riscos são controláveis ou evitáveis, ou seja, o indivíduo tem a real possibilidade de prevenir a doença na maioria das vezes. O tabagismo, por exemplo, é um grande vilão e pode ser evitado, bem como o etilismo em excesso! Sedentarismo e obesidade podem ser combatidos com dieta e exercício físico! Hipertensão arterial e diabetes são doenças comuns, com alta prevalência na população, mas que podem ser controladas com visita frequente ao médico, uso correto das medicações e dieta adequada. O estresse também é um fator de risco e, na sociedade moderna, cada vez exerce mais efeito deletério na saúde física e psíquica. Algumas doenças cardíacas como as arritmias e a doença de Chagas também são causas de AVC e devem ser tratadas por médicos especializados.

Note que medidas simples como se alimentar adequadamente, fazer exercícios físicos, não fumar e não beber em excesso já resolvem boa parte dos problemas! Visita médica periódica e controle do estresse também são fundamentais.

Por fim, cabe ainda lembramos que os tratamentos vem melhorando a cada dia mas é necessário que o paciente chegue rápido ao hospital! Muitos procedimentos só podem ser realizados em poucas horas após o AVC e, portanto, o atraso na chegada inviabiliza muitos desses tratamentos. Aliás, quanto antes for tratada, mais chance a pessoa tem de se recuperar da doença, com poucas ou nenhuma sequela!! Portanto, o AVC deve ser tratado como emergência médica e um hospital com serviço de Neurologia deve ser procurado imediatamente caso algum dos sintomas sugestivos do acidente vascular cerebral ocorram.

Marco Túlio Tanure é neurologista do corpo clínico do Biocor Instituto, especialista em doenças cerebrovasculares e membro titular da Academia Brasileira de Neurologia

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