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Obesidade é problema mundial de saúde pública

Dr. Paulo de Tarso Oliveira, cirurgião geral do Corpo Clínico do Biocor Instituto, lembra que obesos têm maior probabilidade de desenvolver doenças de todos os tipos
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postado em 09/08/2016 16:41 / atualizado em 09/08/2016 17:17

Biocor/Divulgação
A obesidade pode ser definida como doença caracterizada pelo armazenamento excessivo de gordura no corpo e ocorre em razão do desequilíbrio entre a quantidade de alimento ingerido e a quantidade de energia gasta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é calculada de forma quantitativa a partir do Índice de Massa Corporal (IMC), dividindo-se o peso do paciente (em quilogramas) pela sua altura (em metros), elevado ao quadrado. São considerados obesos indivíduos com IMC acima de 30. Apesar de não ser uma boa maneira isolada de diagnosticar a obesidade, o IMC ajuda, em grande parte dos casos, nessa avaliação, sendo utilizado, inclusive, nas indicações de cada tipo de tratamento.

A doença é encarada atualmente como problema mundial de Saúde Pública. Estima-se que cerca de 1,7 bilhão de pessoas no mundo sejam obesas. E o problema aumentou nos últimos anos entre crianças e adolescentes. Recentemente, a pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) indicou que 50,8 % dos brasileiros estão acima do peso ideal e que, destes, 17,5% são obesos. “Os dados são preocupantes, tendo em vista que indivíduos obesos têm risco de 50% a 100% maior de mortalidade por todas as causas e maior probabilidade de desenvolver enorme variedade de doenças”, diz Paulo de Tarso Oliveira*, cirurgião geral do Corpo Clínico do Biocor Instituto e especialista em cirurgia geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia.

De acordo com o profissional, a obesidade está relacionada a uma série de problemas de saúde, como a hipertensão, diabetes, osteoartrite, apneia do sono, doença do refluxo gastroesofágico, diversos tipos de cânceres – incluindo mama, endométrio, colo do útero, próstata, pâncreas, colorretal e fígado. “Essa relação, no entanto, é determinada por vários fatores, como ambientais, genéticos e hormonais, o que torna o tratamento difícil e complexo”, avalia.

O tratamento da obesidade pode ser clínico ou cirúrgico. Nos dois casos, é necessária abordagem multidisciplinar, com assistência ao paciente por uma equipe composta por profissionais da área de saúde, como endocrinologistas e psiquiatras, além de nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas.

Paulo de Tarso Oliveira conta que a primeira opção de tratamento a ser adotada é o tratamento clínico, cuja base consiste em alimentação saudável, prática de atividade física regular e mudança comportamental. “Um objetivo realista seria a meta de perda ponderal de 10% do peso dentro de seis meses. Em alguns casos selecionados, como em pacientes com IMC acima de 30 com doenças associadas e que não tiveram sucesso com tratamento conservador, o uso de medicamentos pode ser indicado. Porém, o tratamento farmacológico da obesidade não se mostrou tão eficaz quanto no caso de outras doenças, como hipertensão, diabetes e apneia do sono”, revela.