SIGA O EM

Conheça os fatores que podem levar ao aparecimento de cálculos renais

Problema atinge aproximadamente 8% das mulheres 15% dos homens no Brasil. O pico de formação ocorre entre os 20 e 40 anos de idade, segundo especialistas
BIOCOR - A vida com valor maior

Conteúdo patrocinado
BIOCOR

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 1011853, 'arquivo_grande': None, 'credito': 'Biocor/Divulga\xe7\xe3o', 'link': '', 'legenda': 'Daniel Xavier, urologista do corpo cl\xednico do Biocor Instituto, diz que o pico de forma\xe7\xe3o dos c\xe1lculos se situa entre os 20 e 40 anos de idade', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2016/03/07/741048/20160307104016876567u.jpg', 'alinhamento': 'left', 'descricao': ''}]

postado em 07/03/2016 10:15

Biocor/Divulgação

O cálculo renal é um problema que aflige a humanidade desde épocas remotas. Pedras nos rins foram encontradas nas bexigas até mesmo das múmias do Egito. Alguns dos textos e figuras médicas mais antigas já registradas mostram o tratamento dos cálculos urinários, o que é visto por historiadores como a prova de que o quadro impulsionou o desenvolvimento dos pilares da cirurgia.

Popularmente chamado de "pedras nos rins", o cálculo é um dos problemas mais comuns tratados pelos urologistas. O diagnóstico pode ser feito a partir de um atendimento em pronto-socorro, quando o paciente descreve a dor. “Ela (a dor) tem início quando um cálculo se desloca do rim para o ureter, que é a estrutura que leva a urina do rim para a bexiga”, explica Daniel Xavier, urologista do corpo clínico do Biocor Instituto e professor da Faculdade de Medicina da UFMG.

Segundo o especialista, o cálculo pode permanecer no rim sem causar incômodo por longos períodos, enquanto não causar obstrução ao fluxo de urina. “Ao migrar para o ureter, a passagem da urina fica dificultada e há uma dilatação do ureter e do rim, que pode ser percebida pela pessoa como uma das dores mais fortes que alguém pode experimentar”, diz.

A formação de pedras nos rins é comum. O cálculo renal é uma massa cristalina que se forma a partir de sais minerais presentes na urina. A frequência de cálculos renais varia entre países, embora o quadro seja diagnosticado principalmente em homens. “Pode ocorrer em aproximadamente 8% das mulheres e em 15% dos homens no Brasil. O pico de formação dos cálculos se situa entre os 20 e 40 anos de idade”, alerta Xavier.

De acordo com o profissional, pessoas obesas e sedentárias apresentam maior prevalência de litíase. Moradores de regiões mais quentes e secas também tendem a formar cálculos renais com maior frequência, uma vez que a hidratação deficiente é um dos principais fatores de risco. A incidência também aumenta após os meses de maior calor.

Alimentos industrializados tendem a apresentar maior conteúdo de sódio (sal), que é um grande vilão para o organismo que apresenta tendência a ter formação dessas pedras. Quantidades expressivas de proteína, especialmente a carne, também aumentam a chance de formar cálculos. Por isso, ter uma alimentação equilibrada e diversa é uma das formas de se prevenir, mas a ingestão de água é o fator mais importante. O especialista recomenda: “A ingestão mínima de dois litros diários é prudente, mas é preciso observar a cor da urina para avaliar se a hidratação está
sendo adequada. O ideal é que ela esteja o mais clara possível durante todo o dia”. Curtos períodos de desidratação podem funcionar como um gatilho para o início da formação de um cálculo renal, especialmente em pessoas com maior tendência.

Outro fato comum é encontrar várias pessoas de uma mesma família, que já foram tratados de cálculos. Isso reflete a presença de alterações genéticas, que podem inclusive se sobrepor aos fatores ambientais e dietéticos.

Em muitos casos é necessária uma avaliação metabólica para buscar causas que podem ser tratadas clinicamente.

TRATAMENTO
O tratamento dos cálculos renais evoluiu. Há cerca de duas décadas, o tratamento mais usado era a cirurgia por via aberta. “O sofrimento causado pelas cólicas nefréticas fez com que essa forma de tratamento fosse bem aceita por muitos anos, apesar dos inconvenientes de grandes cicatrizes cirúrgicas, muitas vezes de lenta recuperação”, lembra o urologista.

Atualmente, o tratamento é feito primeiramente por via endoscópica ou por incisões pequenas, com menos de um centímetro e grande taxa de sucesso. O médico explica que mesmo cálculos renais volumosos podem ser tratados por via pouco invasiva, que se relacionam com rápida recuperação pós-operatória. “No Biocor Instituto, onde a equipe de urologia conta com os mais modernos métodos de tratamento de cálculos urinários, anualmente são realizados mais de 1 mil procedimentos minimamente invasivos para o tratamento de litíase”. Um alívio para aqueles
que sofrem com o problema.