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Lesões do ligamento cruzado anterior: princípios e mudanças na prática


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postado em 04/12/2015 13:55 / atualizado em 04/12/2015 15:12

As lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) constituem a principal causa de instabilidade do joelho. O ligamento está localizado na porção central do joelho, sendo o principal responsável pela estabilização anteroposterior dessa articulação.

Segundo Túlio Vinícius de Oliveira Campos, professor assistente do Departamento de Aparelho Locomotor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e médico do corpo clínico do Biocor Instituto, as mulheres estão mais sujeitas a sofrer essa lesão. “A explicação é encontrada em diferenças anatômicas e na ativação muscular que ocorre durante a prática esportiva. O número absoluto de homens que apresentam lesões do LCA é superior, pois a prática esportiva é mais comum neste gênero”, explica.

O mecanismo de trauma típico é uma entorse do joelho. De acordo com o especialista, é comum o relato de um estalido, seguido de inchaço e dor. Alguns pacientes referem sensação de “joelho solto” e insegurança para prática esportiva. “É fundamental uma avaliação ortopédica extensa que contemple a história do paciente e elementos do exame clínico, que permitam caracterizar bem a lesão principal (LCA) e a presença de lesões associadas.” A avaliação clínica é complementada por exames de imagem.

O médico explica que a técnica cirúrgica consiste na remoção de um tecido do próprio paciente (enxerto), confecção de um túnel no fêmur e na tíbia e passagem desse enxerto pelo túnel recém-confeccionado. “Os enxertos mais utilizados são os tendões da região posterior da coxa (grácil e semitendíneo) e tendão patelar. Recentemente, foram incorporados novos conceitos na reconstrução do LCA: “Houve mudança no posicionamento dos túneis por onde passa o enxerto. A tendência atual é de reconstruir a anatomia do ligamento original. Dessa maneira, foram obtidos melhores resultados em relação à estabilidade articular. Por outro lado, a taxa de reruptura do ligamento reconstruído por essa técnica é maior”, diz.

Segundo Dr. Túlio, o principal determinante do sucesso do procedimento é o correto posicionamento dos túneis. “É importante atentar para uma abordagem cirúrgica precoce, que permite a identificação dos remanescentes do ligamento rompido.”

O paciente permanece internado por 24 horas, pode apoiar o membro com auxílio de muletas no dia seguinte ao procedimento e, normalmente, reassume a maior parte das atividades do cotidiano no prazo de duas semanas. “Medidas simples como o treinamento muscular adequado protegem os ligamentos do joelho, entre eles, o LCA. Existe um hábito nocivo em nosso meio que é a prática de atividade esportiva apenas nos fins de semana. É fundamental esclarecer ao paciente que seu retorno à prática esportiva é esperado cerca de nove meses após o procedimento, desde que tenha recuperado o trofismo muscular adequado.

“É importante destacar que o desfecho somente será favorável se houver uma conjunção de técnica adequada, cooperação do paciente, reabilitação e mudança da rotina de treinos.

Etapas críticas da reconstrução do ligamento cruzado anterior

A - Instrumento ortopédico indica o remanescente
do LCA em uma ruptura parcial
B - Fio cirúrgico passando por túnel no fêmur
C - Fio passando pelo túnel do fêmur e da tíbia
D - Linhas delimitam limites do enxerto