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Câncer de intestino: prevenir é o melhor caminho


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postado em 05/10/2015 08:00 / atualizado em 05/10/2015 09:46

O câncer de intestino, também conhecido com câncer colorretal, é o terceiro mais comum entre os homens e o segundo entre as mulheres. No Brasil, os dados são alarmantes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa de novos casos em 2014 foi de 32.600, sendo 15.070 em homens e 17.530 em mulheres. Assim como em outras doenças, como pressão alta e diabetes, o câncer colorretal é silencioso na fase inicial. Os sintomas relacionados a esse tipo de tumor são sangramento nas fezes, alteração recente do ritmo intestinal, dor abdominal e emagrecimento súbito. E quando eles aparecem, muitas vezes, já se encontram em estado avançado, o que obriga o paciente a procurar imediatamente o médico especializado.

Segundo a médica Cristiane Koizimi, coloproctologista do corpo clínico do Biocor Instituto, o câncer colorretal é tratável e, na maioria dos casos, curável, desde que detectado precocemente. O câncer de intestino, como é mais conhecido, propicia condições ideais à sua detecção precoce. Grande parte desses tumores inicia-se a partir de pólipos, lesões benignas que podem aparecer na parede interna do intestino grosso. Esses pólipos podem levar uma média de 10 anos para crescer e se transformar em câncer. “Se o pólipo é identificado e retirado antes de se malignizar, utilizando-se colonoscopia, o tratamento é minimizado, evitando-se cirurgia, quimioterapia e radioterapia”, explica Koizimi. Para isso, a pesquisa de sangue oculto nas fezes, a retossigmoidoscopia e a colonoscopia são considerados meios eficazes de detecção precoce, pois são capazes de diagnosticar tumores em estágios bem iniciais. “No caso da colonoscopia, a remoção de pólipo por esse método pode reduzir em até 75% a incidência de câncer colorretal, em comparação com pacientes que não realizam o exame”, afirma a médica, baseada em dados da American Society of Colon and Rectal Surgeons (ASCRS).

Muitos países têm procurado criar uma política pública específica e eficaz para o enfrentamento do câncer colorretal. Entretanto, mesmo em locais com mais recursos para investir em estratégias apropriadas de prevenção e detecção precoce do câncer de intestino, há dificuldades na implementação e adesão ao programa de rastreamento populacional. Nos Estados Unidos, somente 60,8% dos adultos com mais de 50 anos estão inseridos em um programa de prevenção desse tipo de tumor.

“O Brasil precisa de um programa nacional para o rastreamento de câncer de intestino, que seja eficaz e com boa adesão. Na prática, o que observamos são campanhas regionais de conscientização da população, geralmente realizadas por sociedades de especialidades médicas. Em setembro, foi realizada a Campanha Nacional de Conscientização do Câncer Colorretal, com participação das sociedades mineira e brasileira de Coloproctologia, além de parceria com empresas privadas e alguns hospitais de referência, como o Biocor Instituto”, conclui Koizimi.