SIGA O EM

Prefeita quer incluir 'espanhol' em grade curricular para empregar venezuelanos

Prefeitura de Boa Vista, em Roraima, espera ampliar a oferta de trabalho para os refugiados e facilitar, igualmente, a integração dos filhos dessa comunidade de imigrantes

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 1140176, 'arquivo_grande': '', 'credito': 'Reprodu\xe7\xe3o/Google', 'link': '', 'legenda': '', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2017/08/06/889683/20170806112426456374i.jpg', 'alinhamento': 'center', 'descricao': ''}]

postado em 06/08/2017 08:07 / atualizado em 06/08/2017 11:25

Agência Estado

Reprodução/Google

A entrada de refugiados venezuelanos no Brasil pela fronteira em Roraima e a precária situação profissional encontrada por eles na capital do Estado, Boa Vista, levou a prefeitura da cidade a criar um programa público de educação que pode auxiliar na crise social e migratória, e, também, beneficiar as crianças da rede escolar municipal. Na próxima semana, a prefeita Teresa Surita (PMDB) deve apresentar à Câmara de Vereadores um projeto para adoção da língua espanhola nos currículos, atendendo aos alunos do ensino fundamental da 1.ª à 5.ª séries.

“Esse projeto permitirá a contratação de professores de espanhol para as crianças em todas as escolas municipais”, disse, na sexta-feira, a procuradora-geral de Boa Vista, Marcela Medeiros. Pela proposta, devem ser contratados professores, brasileiros e estrangeiros, que apresentem formação e fluência em espanhol.

A medida foi antecipada pela prefeita em sua conta do Twitter durante a semana. “Vou inserir no curriculum de nossas escolas o espanhol e contratar professores venezuelanos que estão em Boa Vista e não conseguem emprego”, escreveu a prefeita. “Inclua os professores formados em espanhol aqui no Estado. Há muitos esperando uma oportunidade. Inclusive eu”, reivindicou Rute Rodrigues, respondendo à mensagem da prefeita na rede social.

Segundo a procuradora-geral do Município, a equipe trabalha para finalizar os detalhes do projeto com a expectativa de que a autorização legal, em regime de urgência, esteja pronta em setembro.

“Queremos que as contratações comecem o quanto antes”, disse a procuradora. A proposta prevê também a contratação de professores-assistentes. Com isso, segundo a procuradora, a prefeitura espera ampliar a oferta de trabalho para os refugiados e facilitar, igualmente, a integração dos filhos dessa comunidade de imigrantes que está fugindo da crise na Venezuela. “Temos hoje 460 crianças venezuelanas da rede”, justifica.

De acordo com Marcela Medeiros, a prefeitura tem cerca de 39 mil alunos matriculados. Ela ainda não calcula o total de crianças beneficiadas com o ensino da nova língua nas escolas. “Ainda não sabemos exatamente. Estamos trabalhando nisso”, argumenta. “Mas acredito que temos uma oportunidade não só para trabalhar a integração dos venezuelanos, mas também de oferecer alternativa educacional para nossas crianças”, disse a procuradora.

A Justiça de Roraima determinou recentemente que seja suspensa a cobrança da taxa antes exigida para que os venezuelanos registrassem pedidos de refúgio no Brasil. O valor, de cerca de R$ 300, era proibitivo para a maioria dos que chegam.

(Pablo Pereira)
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
Eduardo
Eduardo - 06 de Agosto às 13:47
Ajudar o próximo é bom mesmo. Mas por que as crianças brasileiras que já viviam em Boa Vista não estudavam espanhol antes da imigração? Será que não havia professor brasileiro dessa matéria naquela cidade?