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Prefeitura e MP tentaram fechar abrigo em 2012

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postado em 19/07/2017 08:31

Agência Estado

A Prefeitura de Jarinu e o Ministério Público Estadual (MPE) tentaram interditar os sítios da Missão Belém em Jarinu em 2012. A Justiça, no entanto, não determinou o fechamento.

Segundo o secretário da Saúde do município, Antenor Gomes Gonçalves, que também era titular da pasta na época, a Prefeitura já havia identificado que o local não tinha condições físicas de abrigar grande número de pessoas. "A Vigilância Sanitária decidiu pela interdição total do local na época, mas a Missão Belém entrou com um mandado de segurança e a juíza impediu o fechamento, alegando que eles cumpriam um papel social", diz o secretário. "É muito claro para a Prefeitura que aquilo não está bom. Já fizemos reuniões com padres, com as secretarias envolvidas, para que todo mundo tenha conhecimento e busquemos uma solução", afirmou Gonçalves.

Sobre a falta de licença de funcionamento, Gonçalves afirma ainda que a dificuldade é enquadrar a missão em um tipo de estabelecimento. "Cada momento, eles se dizem um tipo de instituição. O responsável já disse até que a casa é particular da Igreja e eles recebem quem quiserem. Recentemente, há cerca de 20 dias, entraram com um pedido de licença de espaço religioso com albergamento. Isso está em análise", explicou.

Para a promotora de Jarinu, Aline Morgado da Rocha, a instituição está em situação irregular por não preencher os requisitos necessários para o serviço prestado. "Eles agem como uma clínica de reabilitação, mas não são uma clínica juridicamente, não tem um corpo de funcionários adequado, não tem controle das pessoas que entram e saem dali", declarou.

Segundo a Promotoria, embora o local já esteja sob investigação desde 2011, a situação se agravou há um ano. "Esclareço que a precariedade do local somente se evidenciou há pouco mais de um ano, sem haver ainda nenhuma notícia da gravidade dos últimos eventos (14 mortes)", disse ontem o Ministério Público, em nota.

Por causa desse agravamento que culminou nas mortes, a Promotoria determinou a realização de vistorias no local por Polícia Civil, Secretaria de Saúde e Secretaria de Assistência Social. O secretário da Saúde de Jarinu disse que a última vistoria do órgão foi feita no dia 12, mas prometeu voltar ao local nesta semana.

As informações são do jornal

O Estado de S. Paulo.

(Fabiana Cambricoli e Luiz Fernando Toledo)
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