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Ataque a índios no Maranhão deixa vítimas com mãos decepadas

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), 13 estão feridos e dois tiveram as mãos decepadas. Não há informações de óbitos. Governo estadual nega e declara que não houve índios com as mãos decepadas, mas com fratura exposta

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postado em 01/05/2017 15:50 / atualizado em 01/05/2017 23:42

Correio Braziliense

Cimi/Divulgação
Uma aldeia indígena localizada na cidade de Viana, no Maranhão, foi atacada nesse domingo (30), de acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi)). Homens armados com facas, paus e armas de fogo atacaram um grupo chamado Gamela e deixaram ao menos 13 feridos, dois deles tiveram as mãos decepadas e dois estão em estado grave. Não há informações de óbitos.

Segundo o Cimi, cinco indígenas foram transferidos durante a madrugada para um hospital na capital São Luís, que fica a cerca de 200 km do local. Todos baleados em várias partes do corpo e dois chegaram à unidade com membros decepados.

Um teve as mãos retiradas a golpes de facão, na altura do punho. Outro, além das mãos, teve os joelhos cortados nas articulações. Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que já instaurou inquérito para investigar o caso, enviou reforço policial para a região e que o conflito já foi contido.

O Governo do Estado do Maranhão divulgou na noite desta segunda que não houve índios com as mãos decepadas, como fo divulgado. O Governo disse ainda que Polícias Civil e Militar, atuaram, conjuntamente, para inibir os conflitos entre fazendeiros e indígenas. Segundo eles, os policiais agiram para dissipar o confronto e todos foram socorridos e encaminhados para unidades de saúde de Viana, Martinha e São Luís.

O Governo informou também que, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), atua permanentemente na mediação de conflitos e disputas fundiárias. Vinculada à Sedihpop existe a Comissão Estadual de Combate à Violência no Campo e na Cidade (Coecv) que, de acordo com o secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, está acompanhando o caso.

"A Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular está acompanhando o caso juntamente à Segurança Pública. Uma equipe formada pela Sedihpop, Ouvidoria de Direitos Humanos e Programa a Proteção de Defensores de Direitos Humanos ouvirão os feridos transferidos para São Luís e farão visita/escuta também em Viana. O governo do Estado está agindo no sentido de garantir a segurança na área, que envolve os municípios de Viana e Matinha", destacou o secretário.

Não é o primeiro ataque sofrido pelo povo. Em 2015, um ataque a tiros foi realizado contra uma área retomada. Em 26 de agosto de 2016, três homens armados e trajando coletes à prova de bala invadiram outra área e foram expulsos pelos Gamela.

Cimi/Divulgação
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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marcelo
marcelo - 01 de Maio às 21:41
Que covardia , eles são os verdadeiros donos deste país, e pior. Que vai ficar por isso mesmo , país dá impunidade.
 
NILTON
NILTON - 01 de Maio às 21:36
Matar populações nativas para ocupar seus territórios é tradição no Brasil. A indiferença ao extermínio de índios remete à doutrina de Guerra Justa, usada no Período Colonial para justificar a morte de pagãos resistentes à chegada do progresso. Pagãos eram considerados todos os povos que não compartilhavam com o colonizador religião, língua e costumes e chegada do progresso significava a invasão de suas terras pelo conquistador europeu. A história de nosso país precisa ser revista para revelar o tratamento genocida dispensado pelo Estado Brasileiro aos povos nativos.
 
Jose
Jose - 01 de Maio às 21:10
Começam com os índios, depois os pretos e por fim os miseráveis. Na direção que o País está indo ... sei não.