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Duas pessoas morrem em batida de carros; testemunhas dizem que era um 'pega'

Um Chevrolet Cruze prata, um Volksvagen Jetta preto e um Land Rover Evoque foram os responsáveis pelo acidente. Nenhum dos ocupantes prestou socorro

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postado em 01/05/2017 10:49 / atualizado em 01/05/2017 11:08

Marina Adorno /Especial para o EM , Geison Guedes /jornalismo

Hugo Gonçalves/CB/D.A Press

Um casal morreu após o carro em que estavam ser atingido por outro, na Avenida L4 Sul, em Brasília, por volta das 19h30.

Cleusa Maria Cayres, de 69 anos, e Ricardo Clemente Cayres, de 46, morreram na hora.

Osvaldo Clemente Caires, de 72 anos, e Elberton Silva Quintão, de 37 anos, foram socorridos e levados ao Hospital de Base.

O veículo que provocou o acidente participava de um pega com outros dois, segundo testemunhas. Os três eram dirigidos por amigos que haviam acabado de sair de uma festa no Lago Paranoá, onde atracaram uma lancha na qual passaram a tarde se divertindo. Policiais civis apuram se estavam sob efeito de álcool.

Os motoristas fugiram sem prestar socorro às vítimas. Até as 22h, os corpos ainda estavam presos às ferragens e os motoristas envolvidos não haviam sido localizados, mas já estavam identificados.

O carro onde estavam as vítimas é um Fiesta da cor vermelha. Ao ser atingido por um dos três participantes do suposto pega, o veículo perdeu o controle, saiu da pista, bateu em uma árvore e capotou. Cleusa e Ricardo, que estavam no banco de trás, morreram no local. Osvaldo teve ferimentos na cabeça e no braço e Elberton não tinha ferimento aparente. O estado não era grave. Segundo os bombeiros, os dois estavam desnorteados.

Um Chevrolet Cruze prata, um Volksvagen Jetta preto e um Land Rover Evoque foram os responsáveis pelo acidente, de acordo com informações do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF).

Ainda segundo agentes, o motorista do Evoque estava visivelmente bêbado. Ele entregou a carteira de motorista, se recusou a fazer o bafômetro e, no momento que o agente se virou para conversar com uma testemunha, fugiu da cena do crime. O nome dele não foi informado, mas trata-se de um sargento do Corpo de Bombeiros.
Hugo Gonçalves/CB/D.A Press


A mulher que dirigia o Cruze e o homem que conduzia o Jetta são parentes. Acredita-se que todos estavam em uma festa em um barco, no lago. Ela também estava visivelmente bêbada, se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas não fugiu. O cunhado dela, motorista do Jetta, fugiu em um Fiat Uno, que, segundo consta na Polícia Civil, trata-se de fruto de roubo.

Apesar de ser uma via sob responsabilidade do DER-DF, o diretor-geral do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), Silvaim Fonseca, esteve no local do acidente, devido à gravidade. Ele fazia o patrulhamento das ruas por perto, no momento da tragédia quando um motociclista fez sinal para a viatura e relatou o que viu. “As primeiras informações são de que o Jetta bateu no Fiesta, onde estavam as vítimas”, afirmou Fonseca.

Familiares das vítimas ficaram abalados ao chegar ao local do acidente e receberam atendimento.
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