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Jovem de Goiânia agredido na cabeça por PM durante manifestação está em estado grave

Estudante teve traumatismo cranioencefálico e múltiplas faturas

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postado em 29/04/2017 12:25 / atualizado em 29/04/2017 12:43

Correio Braziliense

Facebook/Reprodução

Um estudante universitário foi ferido na cabeça durante a manifestação que aconteceu na última sexta-feira (28/4) em Goiânia e está em estado grave, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital de Urgências de Goiânia.  Mateus Ferreira da Silva teve traumatismo cranioencefálico e múltiplas faturas. Imagens que circulam nas redes sociais mostram que ele foi atingido por um cacetete utilizado por um policial militar.

Ele é estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG). A universidade repudiou, em nota, a violência sofrida pelo estudante e informou que o reitor Orlando Amaral irá cobrar da Secretaria de Segurança Pública a apuração dos fatos e punição dos responsáveis. "A UFG é histórica defensora do direito à livre manifestação e condena com veemência atos de repressão que venham a cercear esse princípio democrático".

A UFG também informou que está acompanhando o atendimento e que defende a legitimidade das manifestaçções pacíficas como um direito de toda a população, sobretudo, da comunidade universitária, "na luta por uma sociedade mais justa e democrática".

O comando da Polícia Militar de Goiás (PMGO) informou por meio de nota que condena todo e qualquer tipo de agressão praticada por policiais militares em exercício de sua função, não compactuando com atos que possam afrontar os princípios da ética, moral e legitimidade.

O comunicado também afirmou que, diante das imagens que circulam em redes sociais, que mostram a clara agressão sofrida por Mateus e que foi determinada a imediata abertura de inquérito policial com o objetivo de individualizar condutas e apurar responsabilidades.

Ainda segundo a PMGO, a manifestação ocorria de maneira pacífica até que ações de vandalismo tomaram conta. Pessoas utilizando máscaras e roupas que cobriam o rosto, "acobertadas pela falsa sensação de impunidade gerada pelo anonimato", adotaram a estratégia própria dos black blocks. E que, diante dos fatos, foi necessária a reação por parte da Polícia Militar.
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