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Mulheres continuam protestos em frente aos batalhões neste domingo no Espírito Santo

Grande Vitória amanheceu com esquema especial de circulação de ônibus. Coletivos começaram a circular às 7h

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postado em 12/02/2017 07:36 / atualizado em 12/02/2017 08:02

Estado de Minas

Mulheres dos policiais militares continuam protestos, neste domingo, em frente aos batalhões da Grande Vitória. Embora cerca de 66 homens tenham retornado ao patrulhamento no sábado, parte da corporação permanece aquartelada. Uma ata assinada para um possível acordo entre policiais militares e bombeiros previa a volta ao trabalho às 7h de sábado, o que não aconteceu, de imediato. Pela manhã, na sede da Polícia Militar, em Vitória, houve uma tentativa de negociação para saída.

Neste domingo, a Grande Vitória amanhceceu com esquema especial de circulação de ônibus, de acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários-ES). Com isso, os coletivos começaram a circular às 7h e serão recolhidos a partir das 17h.

Representantes das mulheres afirmar que agora buscam o diálogo aberto com o governador do Estado, Paulo Hartung, que volta de licença médica na próxima semana. Os quarteis ainda continuam com seus portões ocupados pelo movimento de mulheres e familiares de PMs, o que acontece há oito dias, e a maioria da tropa ainda está aquartelada. No total, a PM é formada por cerca de 10 mil homens no Espírito Santo.

O presidente do sindicato, Edson Bastos, disse que ficou satisfeito com a presença de militares do Exército e das Forças Armadas pelas ruas da região metropolitana e frisou que os trabalhadores se sentiram muito mais seguros. "Gostaria de parabenizar o Exército pelo trabalho feito neste sábado e esperamos que ele se repita no domingo. Se a situação permanecer tranquila, pretendemos aumentar o número de viagens, a quantidade de bairros atendidos e o tempo de circulação dos ônibus, já na segunda-feira", afirmou Edson Bastos.

A Polícia Militar do Espírito Santo informou que 600 agentes atenderam ao chamado do comandante-geral da corporação neste sábado, coronel Nylton Rodrigues, e se apresentaram ao trabalho nos municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e Cachoeiro. A PM também informou que, por volta das 21h deste sábado, 70 policiais eram retirados de helicóptero do Quartel do Comando-Geral, em Maruípe, na região central de Vitória. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, esses PMs queriam voltar ao trabalho e estavam impedidos de sair pelo movimento das mulheres.

Às 16h, na capital capixaba, um grupo de PMs se apresentou na Praça Oito, na região central, e outro na Rodoviária de Vitória, no bairro Ilha do Príncipe. Alguns estão fazendo o policiamento em viaturas e outros a pé. Policiais de diferentes batalhões apresentaram-se diretamente nos locais determinados pela corporação sem passar pelos quartéis para evitar o bloqueio feito na entrada dos batalhões pelo movimento de mulheres acampadas há oito dias em protesto por melhores salários. A maior parte dos policiais que estão retornando são oficiais e praças que estavam de férias e de folga e que estão sendo acionados.

No fim do dia, a PM também utilizou helicópteros para retirar 70 policiais que estavam no Quartel Central e supostamente não conseguiam voltar ao trabalho por causa do movimento. Por volta das 18h, pelo menos 50 PMs à paisana se reuniram na Praça Oito, no centro de Vitória. Suas fardas estavam nos batalhões, que continuavam cercados por mulheres de policiais, e eles aguardavam as ordens do comando. Os homens que tinham uniforme em casa saíram direto para as ruas

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Facioedino
Facioedino - 12 de Ferveiro às 12:23
Imprensa, Elite brasileira veja como fica sem o estado sem o braço da polícia. Pessoas e dentro destas de classe média, sem nenhum pudor arrombaram, saquearam comércio no Espírito Santo. Falam mal dos órgãos de segurança, mas sem polícia não é nada. O caos está se instalando, mas graças a falta de apoio a população, corrupção, desvios de dinheiro público. Querem arrochar a previdência. mas o povo não pode contribuir mais com isto não. Paga enormes tributos. Imaginem se a polícia parar em todo o País justamente na hora em que a população se revolte contra os desmandos em Brasília e no País.
 
alvaro
alvaro - 12 de Ferveiro às 11:22
Tiram elas de lá, fim
 
Helder
Helder - 12 de Ferveiro às 09:30
É ridícula a situação que estamos vivendo. A tropa não respeita a ordem dos superiores porque as suas mulheres não deixam! Está faltando machos nos governos estadual e federal. Insubordinação é motivo mais que suficiente para a exoneração. Em alguns países até prisão perpétua... No Brasil, as autoridades estão se rebaixando e demonstrando fraqueza ao dizer que estão "negociando"! Tá faltando um Trump no Brasil.
 
Ricardo
Ricardo - 12 de Ferveiro às 08:55
Ta insatisfeito com salário? Pede pra sair...ta se fizer um concurso vai bombar de gente querendo entrar...