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Poder público deve assumir monitoramento de barragens após desastre em Mariana

Mudança está sendo discutida em reunião em Brasília de ambientalistas, Ministério Público, representantes dos governos estaduais com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira

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postado em 15/01/2016 14:31 / atualizado em 15/01/2016 14:44

Agência Estado

AFP PHOTO / CHRISTOPHE SIMON
O monitoramento de barragens de rejeitos de minério de ferro deixará de ser feito pelas empresas do setor e será transferido para órgãos estatais ambientais como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e secretarias estaduais. Hoje, o acompanhamento das estruturas fica exclusivamente a cargo das mineradoras.

A mudança está sendo discutida em reunião em Brasília de ambientalistas, Ministério Público, representantes dos governos estaduais com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

A informação é do subsecretário de Licenciamento Ambiental de Minas Gerais, Geraldo Abreu, que participa da reunião. "Pela proposta, as empresas continuariam encarregadas de implantar o sistema de monitoramento, mas o acompanhamento ficará a cargo do poder público", afirmou. "Em pleno século 21, quando qualquer cidadão pode ser monitorado em qualquer lugar que esteja, é complicado pensar que isso não pode ser feito com represas de rejeitos de minério de ferro."

Modificações na legislação ambiental passaram a ser discutidas depois do rompimento da Barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana, que destruiu o distrito de Bento Rodrigues, em 5 de novembro. Até o momento, foram confirmadas 17 mortes na tragédia. Duas pessoas ainda estão desaparecidas.

Uma das causas do rompimento pode ter sido colapso da estrutura, conforme investiga o Ministério Público Estadual de Minas Gerais. Depois da queda da barragem, ficou constatado nas apurações dos promotores que outra represa da mineradora no município, a de Germano, que vem passando por reparos, apresentava rachaduras.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Roberto
Roberto - 18 de Janeiro às 09:49
O Poder Público deveria fazer uma Fiscalização mais rigorosa desses Tanques de Descarte das Mineradoras, mas a responsabilidade por sua manutenção e cuidar para evitar acidentes deve continuar com as Mineradoras. Outro ponto importante é a capacitação dos profissionais que farão esse serviço de fiscalização, sejam concursados ou prestadores de serviço, eles devem ter excelentes noções de eventuais riscos de tragédias a evitar.
 
Gerson
Gerson - 15 de Janeiro às 18:21
Não adianta monitoramento da mineração ser feito pelos órgãos ambientais se não possuem profissionais especializados em estabilidade geotécnica de barragens. A solução seria na contratação de pessoal especializado ou de empresas mediante licitação publica anual por região do estado para evitar possíveis influencias e até direcionamento de resultados com substituição anual, o que finalizaria esta era de condução absurda de soluções de barragens pelas próprias mineradoras com aquiescências da fiscalização em função da falta de estrutura, logística e recursos.
 
laiston
laiston - 15 de Janeiro às 17:39
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk,vai resolver o que,o pessoal do poder publico nem trabalha;ou:VAI CONTINUAR NA MESMA!!!
 
laiston
laiston - 15 de Janeiro às 17:34
Não vai mudar nada!!!
 
Fernando
Fernando - 15 de Janeiro às 17:24
Quer dizer que, atualmente, os órgãos públicos não fiscalizam as barragens? Por que então cobram taxas de licenciamento ambiental?
 
Alexandre
Alexandre - 15 de Janeiro às 17:06
Vão criar mais um órgão para sugar dinheiro público, já que o DNPM não fez sua obrigação... No Brasil nem o trânsito é fiscalizado pelo poder público, imagine estruturas complexas como barragens. Tem de haver uma forma mais eficiente e menos onerosa ao cidadão!
 
jose
jose - 15 de Janeiro às 16:44
Sempre digo que os crapulas incompetentes só tomam providências depois que acontece,se é que vão mesmo.E isso já deveria ser feito por esses órgãos inúteis a muito tempo!!!hiiii,esqueço...vocês não fazem nada!!!
 
Marco
Marco - 15 de Janeiro às 15:30
É PRECISO HAVER TRAGÉDIAS PARA SE APRENDER ALGO? Ainda não seria a ideal a situação apresentada, pois órgãos públicos são facilmente corrompidos, como é de praxe no Brasil!