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PRF desfaz manifestação e libera tráfego na BR-277, no Paraná

Rebelião de presos começou na manhã de domingo. Familiares e amigos querem saber informações de detentos

Estado de Minas

Publicação: 25/08/2014 15:56 Atualização:

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acaba de liberar o tráfego de veículos da BR-277, no trecho que dá acesso à Penitenciária Estadual de Cascavel, no oeste do Paraná. A decisão foi tomada após uma negociação com os cerca de 40 manifestantes que estavam fechando o trânsito no local desde a manhã desta segunda-feira. Este foi o terceiro bloqueio promovido por parentes e amigos de pessoas que cumprem pena no presídio.

Desde a manhã de ontem, parte dos detentos se rebelou e matou pelo menos quatro presos – dois deles foram degolados e dois jogados do telhado. A rebelião ainda faz dois agentes penitenciários reféns.

Segundo a PRF, cerca de 40 manifestantes, entre mulheres e crianças, participaram do último bloqueio, que durou cerca de 45 minutos. O grupo se queixa da falta de informações a respeito de parentes e amigos que cumprem pena na unidade. Oito policiais rodoviários negociaram com os manifestantes para que deixassem o local. Nenhum dano ou incidente foi registrado.

De acordo com a secretaria estadual de Justiça, integrantes do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar (PM) continuam negociando a libertação dos agentes penitenciários e o fim do motim. Os 145 presos que corriam risco de vida foram transferidos para outros estabelecimentos prisionais do estado.

Ainda conforme com a secretaria, a penitenciária de Cascavel tem capacidade para 1.116 presos e mantinha 1.038 detentos no momento em que a rebelião foi deflagrada.

Após o início do motim, os detentos foram para o telhado da unidade, queimaram colchões e hastearam a bandeira de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios no estado. A revolta causou danos e a secretaria estima que 80% da unidade esteja destruída.

De acordo com o órgão, cerca de 600 presos serão transferidos para outras unidades prisionais. O governo paranaense está realizado um cadastro e os detentos serão levados para locais eles têm família. Eles reclamam de maus tratos e qualidade da alimentação na penitenciária, que enfrenta a sua primeira grande rebelião desde a sua inauguração, em 2007. (Com informações da Agência Brasil)

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