Comando da PM retoma negociações para encerrar rebelião no Paraná

Motim na Penitenciária Estadual de Cascavel já dura mais de 24 horas; quatro detentos foram mortos

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postado em 25/08/2014 08:56 / atualizado em 25/08/2014 09:09

Estado de Minas , Agência Estado

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O comando da Polícia Militar (PM) do Paraná retomou no início da manhã desta segunda-feira as negociações com detentos para tentar encerrar uma rebelião na penitenciária Estadual de Cascavel, na Região Oeste do estado. O motim já se estende por mais de 24 horas e, segundo a assessoria da Secretaria de Justiça do PR, e expectativa do governo é que a situação seja controlada até o início da tarde.

Quatro presos foram mortos, sendo dois deles decapitados e outros dois arremessados do telhado de um dos pavilhões da unidade e morreram no hospital. Dois agentes penitenciários são mantidos reféns. A Secretaria de Justiça informou ainda que fornecimento de energia e água foi cortado e uma parte da penitenciária depredada.

De acordo com o órgão, cerca de 600 presos serão transferidos para outras unidades prisionais. O governo paranaense está realizado um cadastro e os detentos serão levados para locais eles têm família. Eles reclamam de maus tratos e qualidade da alimentação na penitenciária, que enfrenta a sua primeira grande rebelião desde a sua inauguração, em 2007.

Violência

Durante a madrugada desta segunda, um carro da Prefeitura de Cascavel e um ônibus foram incendiados. Por enquanto, nenhum suspeito foi preso e a polícia acredita que os atos de vandalismo têm relação com a rebelião.

Entenda o caso

De acordo com a PM, o motim começou por volta das 6h de domingo, quando os agentes penitenciários se preparavam para servir o café da manhã. Dos 1040 presos, pelo menos 600 teriam aderido ao movimento. Os dois agentes penitenciários feitos reféns ainda seguem nas mãos dos presos.

A PM informou também que outros detentos foram feitos reféns, mas não soube informar a situação que se encontram. Durante a rebelião os amotinados se concentraram no telhado da penitenciária, que fica próxima do perímetro urbano de Cascavel. Eles destruíram parte da estrutura e atearam fogo em colchões levados até o teto.

Os presos, em sua maioria, cobriam os rostos e exibiam uma bandeira do PCC (Primeiro Comando da Capital), uma facção criminosa que comanda presídios em vários estados brasileiros, sobretudo em São Paulo.

Por volta das 17h, familiares dos detentos bloquearam a BR-277, principal rodovia do oeste paranaense e que dá acesso a PEC. Relatos de policiais e de agentes que acompanham a rebelião informam que todos os pavilhões da unidade prisional foram destruídos.
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