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João Ubaldo Ribeiro é enterrado no mausoléu da ABL João Ubaldo foi enterrado com o fardão da ABL mas, por baixo dela, levava uma camiseta com o nome de Itaparica, %u201Cseu xodó%u201D segundo a secretária particular Vania

Agência Estado

Publicação: 19/07/2014 10:31 Atualização: 19/07/2014 11:12

Velório do escritor João Ubaldo Ribeiro, na Academia Brasileira de Letras, no Centro (Anderson Borde/AgNews)
Velório do escritor João Ubaldo Ribeiro, na Academia Brasileira de Letras, no Centro

Foi enterrado pouco antes das 10 horas da manhã deste sábado no cemitério São João Batista, no Rio, o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro. Aos 73 anos, ele morreu em casa na madrugada de sexta-feira (18), vítima de uma embolia pulmonar. O corpo do autor de clássicos como Sargento Getúlio e Viva o Povo Brasileiro foi sepultado no mausoléu da Academia Brasileira de Letras (ABL), em que ocupava a cadeira 34 desde 1993.

Ao chegar ao cemitério, o filho Bento Ribeiro, ator e apresentador, contou que o livro que o pai deixou inacabado seria um apanhado de histórias ou crônicas do Leblon, bairro que o escritor adotou no Rio. “Não li nada. Quem lia as obras dele antes de ficarem prontas era a minha mãe. Comigo ele só comentou que estava mudando o narrador para escrever de um jeito mais baiano”, contou.

João Ubaldo foi enterrado com o fardão da ABL mas, por baixo dela, levava uma camiseta com o nome de Itaparica, “seu xodó” segundo a secretária particular Vania. Uma camisa do bloco de carnaval Areia, que desfila no Leblon, foi colocada sobre o caixão do romancista. A tradicional Padaria Rio Lisboa e o Bar Tio Sam também prestaram homenagem ao frequentador ilustre mandando coroas de flores.

A despedida ao baiano da Ilha de Itaparica começou às 8 horas na ABL, onde estava sendo velado desde ontem no Salão dos Poetas Românticos. Uma cerimônia religiosa foi seguida por uma homenagem dos colegas da ABL. A bandeira da ABL ficará hasteada a meio mastro em sinal de luto pela morte do escritor.
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Familiares e amigos de Ubaldo estavam muito emocionados. O escritor deixa a mulher, a psicanalista Berenice Batella Ribeiro, e quatro filhos: o apresentador Bento Ribeiro; Francisca, que morava com o pai; Emilia, vinda de Salvador; e Manuela, que chegou na madrugada de hoje de Munique, na Alemanha, onde mora, para o enterro (ambas fruto de seu primeiro casamento).

O romancista vivia no Rio de Janeiro desde a década de 70. Na madrugada de sexta-feira, João Ubaldo se sentiu mal por volta das 3 horas da manhã em sua casa, no Leblon. Ele pediu socorro à mulher, que chamou os paramédicos, mas quando estes chegaram já era tarde.

Ao longo de sua carreira João Ubaldo Ribeiro recebeu reconhecimento com o Prêmio Camões - o mais importante para autores da língua portuguesa - e o Jabuti, pelo livro Viva o Povo Brasileiro. Também teve obras adaptadas para a televisão (O Sorriso do Lagarto) e teatro (A Casa dos Budas Ditosos). Sua última obra publicada foi O Albatroz Azul, de 2009. Também era cronista do Estado e de O Globo.

Despedida ao escritor


Parentes e amigos do escritor João Ubaldo Ribeiro voltaram à Academia Brasileira de Letras na manhã deste sábado para prestar as últimas homenagens ao acadêmico, morto na madrugada de ontem por embolia pulmonar.

O Salão dos Poetas Românticos, onde o corpo está sendo velado, foi reaberto às 8 horas. A filha Manuela, que voltou hoje da Alemanha, foi uma das primeiras a chegar. A mulher Berenice Ribeiro não saiu de perto do escritor e foi cercada pelos filhos Bento, Francisca e as filhas do primeiro casamento de João Ubaldo, Emília e Manuela.
Fernanda Torres vai ao velório de João Ubaldo Ribeiro, na ABL no Rio (Anderson Borde/AgNews)
Fernanda Torres vai ao velório de João Ubaldo Ribeiro, na ABL no Rio

Além da família, estavam presentes acadêmicos como Arnaldo Niskier, Nélida Piñon, Evanildo Bechara e o historiador José Murilo de Carvalho. Pouco antes das 9 horas uma missa foi rezada pelo monsenhor Sergio Costa Couto, capelão do Outeiro da Glória, que lembrou a pujança do pensamento e a personalidade do escritor. “Sempre me encantou em suas entrevistas a sinceridade de quem diz ‘eu não sei tudo’”.

O acadêmico Domício Proença Filho leu as palavras escritas pelo presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, que não pode comparecer por problemas de saúde na família. Ele lembrou a perda recente de outro membro da academia, Ivan Junqueira. “A casa está triste, está chocada. João Ubaldo parte de surpresa é o luto nacional”. O corpo segue agora para o Cemitério São João Batista, onde será enterrado no Mausoléu da ABL, às 10 horas.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Jose Marcio Patrocinio
Falar o quê cara? Obrigado? Talvez seja pouco. Mas mesmo assim, OBRIGADO por acrescentar muito à minha vida! Vá em PAZ! | Denuncie |

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