Rio: após vexame, começa queima de itens verde-amarelos

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postado em 09/07/2014 20:19

Agência Estado

Rio, 09 - Depois da goleada histórica, a queima de estoque. Comerciantes da Saara, tradicional ponto de comércio popular no centro do Rio, botaram em liquidação produtos verde-amarelos para evitar o encalhe. Até mesmo na loja oficial da Fifa, na orla de Copacabana, a camisa da seleção brasileira entrou em promoção.

"A rubro-negra da Alemanha eu não tenho mais, compraram todas", disse Antônio Jorge Nascimento, que trabalha há 12 anos em um box na Rua da Alfândega, no centro. Uma "réplica" da camisa oficial da seleção brasileira, que custava R$ 60, agora sai por R$ 40. Um modelo mais simples custa R$ 30 (era R$ 50), e a infantil baixou de R$ 20 para R$ 10.

Nascimento conta que vendeu mais na Copa de 2010. "Muita gente vai ter prejuízo." Na loja Silmer, de artigos como cornetas, chapéus e bandeiras, os preços já haviam baixado antes de o ser Brasil ser eliminado pela Alemanha. Lá, o vendedor brinca e diz que a camisa do Fred "é 0800, sai de graça". Outra loja tinha uma "queima total" de camisetas "licenciadas" da seleção por R$ 14,99. Já a bandeira do Brasil baixou de R$ 7 para R$ 3,99. Turistas aproveitavam a liquidação.

Na loja da Fifa, a camisa oficial também ficou um pouco menos cara: de R$ 229,90 por R$ 199,90. A Praia de Copacabana, na zona sul, estava tomada pelo branco e celeste dos argentinos na tarde desta quarta-feira. Camisetas verde-amarelas eram exceção. No período de 40 minutos em que a reportagem circulou pelo calçadão no entorno do Fan Fest, apenas seis pessoas vestiam as cores da seleção brasileira.

"Apesar dos problemas, não troco o meu país por nenhum outro. As pessoas só pensam em ganhar", disse a cuidadora de idosos Laila Ferreira, de 35 anos, que levou a sobrinha e a filha, ambas de 14 anos, todas de verde e amarelo, para ver o jogo entre Holanda e da Argentina na praia. Enquanto ela falava, argentinos passavam mostrando sete dedos para as três, em alusão ao 7x1 da véspera.

O niteroiense Fernandez Fonseca, de 48 anos, abraçava argentinos segurando um cartaz com uma "mensagem para o mundo", sustentando que "o sonho não acabou" e que 2018 vem aí. "É um ato de coragem, antes de tudo. A luta continua. Que vença o melhor." Bandeiras do Brasil continuavam penduradas em janelas de prédios, vitrines de lojas e tetos de bares em Copacabana.

Outro solitário de camisa do zagueiro David Luiz era o estudante baiano Raphael Britto, de 25 anos. "É porque estou virado desde ontem, dormi na casa de um amigo aqui no bairro pra ver o jogo da Holanda, senão teria trocado." O camelô da Rua da Alfândega usava uma camisa da Argentina. "A Alemanha é a melhor seleção, mas vou torcer pelo Messi. Gosto dele."
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