Polícia vai pedir prisão preventiva de 12 por venda ilegal de ingressos

Mesmo com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil continuará investigando a participação de outras pessoas no esquema

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postado em 08/07/2014 12:09

AFP PHOTO/TASSO MARCELO

A Polícia Civil vai encerrar nesta terça-feira o inquérito da Operação Jules Rimet, que investiga um esquema de venda ilegal de ingressos para a Copa do Mundo. O delegado responsável pelo caso, Fábio Barucke, disse que indiciará 12 pessoas pelos crimes de associação criminosa e cambismo (venda de ingressos por preço acima do impresso no tíquete) e pedirá a prisão preventiva dos envolvidos.

Entre os indiciados está Raymond Whelan, diretor da empresa Match Hospitality, que tem direitos exclusivos para a venda de pacotes de hospitalidade da Copa de 2014 (que inclui além de ingressos, serviços como acesso a áreas exclusivas dos estádios, buffet e estacionamento). Whelan chegou a ser preso ontem pela polícia, mas foi solto na madrugada desta terça-feira, por determinação da Justiça do Rio. Mais 11 envolvidos no esquema já tinham sido presos temporariamente há uma semana.

“O procedimento agora será encaminhado para a Justiça. Os indícios são fortes [para a prisão dos suspeitos]. A soltura [de Whelan] faz parte do processo. A Justiça entendeu que ele tinha direito de responder em liberdade, que não iria fugir. Mas ela não analisou o inquérito. As provas não foram analisadas. Então, agora vou encaminhar para que a Justiça possa analisar”, disse Barucke.

O delegado disse que havia um depoimento de Whelan marcado para as 10h de hoje, mas o investigado não compareceu. Portanto, ele deve ser ouvido apenas pela Justiça. Segundo Barucke, Whelan, que é britânico, pagou fiança e entregou seu passaporte para a Justiça fluminense.

Em seu site, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) informou que continua colaborando com as autoridades locais e que fornecerá todos os detalhes solicitados para auxiliar na investigação da Polícia Civil na Operação Jules Rimet.
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