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Operação prende policiais acusados de extorsão no Rio

Agência Estado

Publicação: 07/07/2014 13:07 Atualização: 07/07/2014 13:36

A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público fluminense desencadearam nesta segunda-feira, 07, a Operação Compadre II, cumprindo quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão.

Os mandados foram expedidos pela Justiça, a pedido do MP, contra dois policiais militares e dois policiais civis acusados de envolvimento na cobrança de propina de camelôs, comerciantes e mototaxistas de Bangu, bairro da zona oeste da capital. Os investigados serão responsabilizados pelos crimes de associação criminosa (quadrilha armada) e mais de 120 crimes de concussão (extorsões/exigência de propina por servidor público), informou o MP.

Os dois policiais civis acusados eram lotados na 34ª DP (Bangu) na época dos crimes. Preso esta manhã, Carlos Antonio Torres, atualmente lotado na 27ª DP (Vicente de Carvalho), atuava como chefe do Setor de Investigações em Bangu. Outro acusado, o policial militar Jorge José de Oliveira Santos, do 14º BPM, trabalhava clandestinamente, segundo o MP, na delegacia e recebia parte do dinheiro extorquido. Deve se apresentar ainda esta tarde. O policial reformado Carlos Alberto Braz de Oliveira, também preso nesta manhã, é apontado como o responsável pelo recolhimento de propina de comerciantes do Mercadão Popular de Bangu envolvidos com venda de produtos pirateados.

O dinheiro arrecadado ilegalmente seria distribuído para policiais militares do 14º BPM (Bangu) e policiais civis lotados na 34ª DP e na Delegacia de Repressão aos Crimes de Propriedade Imaterial (DRCPIM). Um policial civil ainda está foragido.

No ano passado, 66 pessoas, incluindo 45 policiais militares, seis policiais civis e 14 civis (não policiais) foram presos. As investigações apuraram que os réus, exibindo armas e fazendo ameaças, regularmente exigiam de camelôs e mototaxistas parcelas em dinheiro. A operação de hoje também teve a participação da Delegacia Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (DRACO), da Corregedoria-Geral Unificada (CGU) das policias e da Corregedoria da Polícia Militar.

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