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Prefeitura do Rio inaugura Teleférico da Providência

Agência Estado

Publicação: 02/07/2014 19:31 Atualização:

São Paulo, 02 - Com quase dois anos de atraso, o Teleférico do Morro da Providência, no centro do Rio, foi inaugurado nesta quarta-feira, 2, pelo prefeito Eduardo Paes e pelo governador Luiz Fernando Pezão (ambos do PMDB). A demora na entrega do transporte, que faz parte do programa de reurbanização do morro, com orçamento de R$ 163 milhões, deve-se à falta de diálogo da Prefeitura com os moradores, admitiu o prefeito.

"A prefeitura errou em uma série de coisas, ao não dialogar com os moradores e não informar (sobre o programa de reurbanização) como deveria", disse. Além do teleférico, com três estações (Central do Brasil, Alto da Providência e Gamboa) que serão percorridas em 5 minutos, o projeto de reurbanização da favela mais antiga da cidade inclui a construção de um plano inclinado vai ligar a Ladeira do Barroso à Praça da Igreja do Cruzeiro, importantes pontos históricos do morro.

No ano passado, a Defensoria Pública do Rio entrou com ação civil pública para suspender o projeto Morar Carioca na Providência que previa a remoção de 832 famílias, sendo 351 delas em áreas consideradas de risco. Os procuradores pediram estudo de impacto ambiental e de impacto de vizinhança e um novo laudo sobre as residências em áreas de risco. "Começaram as demarcações de residências (pintando a sigla SMH, da secretaria municipal de Habitação) e os moradores não tinham informações sobre qual seria o impacto (das obras) na comunidade. Eles reclamaram que não havia transparência no Morar Carioca", explicou o coordenador do Núcleo de Terras e Habitação (Nuth) da Defensoria, Alexandre Angeli.

Após uma série de reuniões para readequação do projeto, houve um acordo entre as partes e redução das remoções para 56 famílias que estavam em áreas de risco, mediante entrega concomitante das chaves de apartamentos em construção na Providência e nos arredores do morro. Angeli acrescentou que o acordo também prevê a reconstrução de algumas casas que foram derrubadas, mas não estavam em áreas de risco. Por causa da ação que ainda corre na Justiça, as obras no morro da Providência estão suspensas, inclusive as de finalização da construção de 54 unidades habitacionais. O teleférico só foi entregue porque a prefeitura alegou que os equipamentos já estavam comprados na época do início do processo e a não execução da obra causaria prejuízo aos cofres públicos.

Operação.

Em dezembro de 2012, a prefeitura do Rio realizou um evento teste, com status de inauguração, no teleférico que custou R$ 75 milhões e terá tarifa gratuita. Desde então, o projeto esteve parado porque, além da ação judicial, a prefeitura teve dificuldade para encontrar uma empresa privada que desejasse operar o sistema. Como solução, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), uma empresa pública vinculada à prefeitura, será a operadora do Teleférico da Providência.

O funcionamento do transporte será em etapas, com horários reduzidos, até começar a rodar entre 6h e 21h, de segunda a sexta; 7h e 19h, no sábado; e 9h e 18h, no domingo. No entanto, ainda não há previsão para a operação completa. A estimativa da prefeitura é que mil pessoas usem o transporte por hora em cada sentido. Haverá 16 gôndolas com capacidade para dez pessoas (oito sentadas e duas em pé). No Complexo do Alemão, que também possui teleférico, a operação é da concessionária Supervia - a mesma que opera os trens urbanos.

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