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MTST quer demarcação para filiados e trava Plano Diretor Grupo quer que seus membros pulem na frente em lista que já existe de famílias a serem beneficiadas na região de Itaquera onde fica terreno reivindicado

Agência Estado

Publicação: 27/06/2014 17:07 Atualização: 27/06/2014 18:16

Manifestante do MTST monta barraca no meio da rua em frente à câmara de vereadores (REUTERS/Chico Ferreira)
Manifestante do MTST monta barraca no meio da rua em frente à câmara de vereadores

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, discordou do projeto do vereador Police Neto (PSD) que autoriza a construção de moradias populares onde está a Ocupação Copa do Povo, em Itaquera, na zona leste de São Paulo. Boulos diz que o projeto não garante que cerca de 3 mil famílias que estão no terreno de 150 mil metros quadrados serão as contempladas com os imóveis.

"Juridicamente não dá pra demarcar as moradias para quem está no terreno. Temos de respeitar a fila de atendimento habitacional da Prefeitura", argumentou o líder da bancada do PT, Alfredinho (PT). Boulos e os cerca de 3 mil sem-teto que acampam na frente do Legislativo exigem que o projeto de lei garanta a construção das moradias no terreno via parceria entre o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, e o MTST. Mas a Prefeitura, por recomendação do Ministério Público Estadual, terá de respeitar a fila de cadastrados nos programas habitacionais da Cohab que moram na região de Itaquera.

"É possível se pensar numa mudança para que também se possa fazer o empreendimento no local por meio do Minha Casa Minha Vida. Mas não dá pra colocar no projeto que o MTST indicará as famílias", afirmou Police Neto (PSD), vereador que é autor do projeto que autoriza empreendimento de interesse social no terreno da Ocupação Copa do Povo - o texto que está em análise nesta sexta-feira, 27, em audiência pública, é um substitutivo ao projeto do vereador apresentado pelo governo. Ele afirmou que será necessária uma concorrência entre entidades para a construção das moradias, e isso é uma recomendação do MP. Boulos, porém, afirma que o projeto em discussão "não resolve o problema de maneira alguma.

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