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Criança de 3 anos morre baleada na zona norte do Rio e gera revolta Moradores do Morro da Quitanda fecharam ruas e depredaram ônibus em protesto a menino morto em tiroteio de policiais contra bandidos

Agência Estado

Publicação: 25/06/2014 18:19 Atualização: 25/06/2014 18:40


Um garoto de 3 anos foi baleado nesta quarta-feira, 25, na cabeça durante tiroteio entre policiais militares e criminosos no Morro da Quitanda, em Costa Barros, na zona norte do Rio. Luiz Felipe Rangel Bento foi atingido enquanto dormia, no quarto de sua mãe. Militares do 41º BPM (Irajá) faziam operação na comunidade e teriam sido recebidos a tiros pelos criminosos. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil e ainda não há informações sobre a origem do tiro que matou a criança.

Revoltados com a morte de Luiz Felipe, moradores do Morro da Quitanda fecharam as vias de acesso, depredaram pelo menos cinco ônibus e obstruíram os trilhos da linha férrea. Por três horas, as estações de trens mais próximas ao Morro da Quitanda, de Barros Filho e Costa Barros, ficaram fechadas, e a circulação do ramal Belford Roxo teve de ser desviada para outras paradas. Cinco estações de metrô da zona norte também chegaram a ser fechadas para embarque por motivos de segurança; por 15 minutos, segundo a concessionária MetrôRio.

O protesto acabou por volta de 14h. Além de Luiz Felipe, outras duas pessoas foram baleadas - no protesto, segundo elas. O motorista Cláudio Renato da Silva, de 30 anos, contou que estava num bar quando o protesto começou. Ele foi atingido de raspão no abdômen. Uma adolescente de 14 anos também foi atingida de raspão, na perna esquerda. Ambos foram encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros, e depois liberados.

Luiz Felipe também foi encaminhado à UPA, mas segundo a secretaria municipal de Saúde chegou já sem vida à unidade. Ao jornal Extra, a mãe o garoto, Jurema Rangel Bento Paes, de 19 anos, disse que o filho dormia no momento em que a PM fazia a operação e teve início o tiroteio. "A bala atravessou a cabecinha dele e ainda quebrou meu celular. Tenho certeza que foi tiro de policiais. Desde sexta-feira, 20, está tendo tiro direto lá (no Morro da Quitanda). Eu estou doida para me mudar, para sair daquele lugar".

Registrado pelos PMs inicialmente na delegacia mais próxima, a 39ª DP, na Pavuna, o caso foi encaminhado à Divisão de Homicídios, que fica na Barra da Tijuca, na zona oeste, a 30km de distância do local do crime. Nesta quarta, agentes estiveram no local do tiroteio e também na UPA.

Em nota, a PM informou que o policiamento na comunidade está "reforçado" desde a semana passada, quando o setor de inteligência do 41º BPM recebeu "informações de que criminosos estariam roubando veículos de carga e transportando as mercadorias para dentro da favela". "Na manhã desta quarta-feira, policiais foram recebidos a tiros quando chegavam para o patrulhamento com o apoio de um blindado", informou a PM. "O local do crime foi preservado até a chegada da perícia. As armas dos policiais já estão a disposição da Divisão de Homicídios".

Zona sul

Na Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos principais pontos turísticos do Rio, o empresário Marcos Lourembergh do Nascimento, de 47 anos, foi baleado durante uma tentativa de assalto. Ele andava de bicicleta quando foi abordado por quatro criminosos em duas motos; Marcos teria tentado fugir e foi baleado. O tiro atravessou uma de suas mãos e lhe atingiu o olho esquerdo. Internado no Hospital Miguel Couto, na Gávea, Marcos não corre risco de morrer, mas pode perder a visão do olho atingido.
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