Ocupação em Recife vai procurar Conselho Nacional de Justiça para esclarecimentos

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postado em 19/06/2014 11:17

Agência Brasil

O Movimento Ocupe Estelita vai procurar o Conselho Nacional de Justiça para pedir esclarecimentos sobre o cumprimento do mandado de reintegração de posse do Cais José Estelita, na região central do Recife, que aconteceu nessa terça-feira (17). A ação da Polícia Militar, condenada pela Anistia Internacional, deixou um rastro de seis detidos e pelo menos 35 feridos, de acordo com os organizadores do movimento. De acordo com a advogada Liana Cirne Lins, uma das articuladoras do grupo, a reintegração desrespeitou a negociação que estava sendo realizada com o Governo de Pernambuco e o Consórcio Novo Recife.

"A ação teria sido irregular e não respeitou a ordem de espera na fila de desapropriações. A polícia usou cassetetes, chicotes, spray de pimenta, bombas de efeito moral e balas de borracha", explicou Liana Cirne.

O grupo também exige a soltura imediata de Deyvson Pereira Aguiar, encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, por porte de explosivos. O rapaz, que mora no Coque, é o único que permanece detido dos seis encaminhados para a Central de Flagrantes durante a operação.

O pronunciamento dos representantes do movimento foi feito na tarde desta quarta-feira (18), em coletiva de imprensa, debaixo do Viaduto Capitão Temudo. Os integrantes denunciam também a presença de trabalhadores da construtora dentro da área.
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