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ONG vê tendência de queda no desmatamento na Amazônia

Agência Estado

Publicação: 16/06/2014 21:37 Atualização:

São Paulo, 16 - Depois da alta do ano passado, o desmatamento na Amazônia parece estar regredindo. De acordo com levantamento paralelo feito pelo Imazon, ONG de pesquisas com base em Belém, de agosto de 2013 a maio deste ano, a perda florestal foi de 846 km2, uma redução de 49% em relação ao período de agosto de 2012 a maio de 2013.

O número confirma a tendência apontada pelo monitoramento oficial, feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Dados do sistema Deter, que faz alertas de desmatamento em tempo real, já tinham mostrado uma queda de 20% no acumulado de agosto de 2013 a abril deste ano, na comparação com o período de agosto de 2012 a abril de 2013.

A perda de vegetação é monitorada em um período de 12 meses, de agosto de um ano a julho do seguinte. O valor anual oficial é fornecido por outro sistema do Inpe, o Prodes, mas o Deter serve como um termômetro do que está acontecendo. Já o levantamento do Imazon, realizado com uma metodologia diferente, costuma funcionar como uma contraprova. De acordo com Adalberto Veríssimo, do Imazon, a coincidência nas avaliações confirma que o desmatamento está em queda, depois de subir 28% no ano anterior. A taxa de 2012/2013 interrompeu uma sequência de cinco anos de queda, elevando o desmatamento anual para 5.800 km2.

“É uma notícia positiva, depois de virmos de um ano de alta. Mostra que o mecanismo de fiscalização e de comando e controle do governo está funcionando. Mas ainda não sabemos se vamos voltar para a taxa anterior, de cerca de 4.600 km2 nem se é uma reversão sustentada”, afirma o pesquisador

Ele diz temer que, se não houver outras medidas de desenvolvimento sustentável e de redução de pressões sociais, o desmatamento ficará flutuando em torno dessa faixa, em vez de seguir caindo. O governo tem uma meta de reduzir o desmatamento para cerca de 3.300 km2 até 2020. “Há de se reconhecer que o Ibama está mais eficiente, mas ainda não estamos em um patamar confortável.”

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