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Servidores saem mais cedo e Esplanada é tomada por carros na volta para casa

Agência Brasil

Publicação: 12/06/2014 15:31 Atualização: 12/06/2014 15:33

 (Agência Brasil)


Minutos depois do meio-dia, a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi tomada por uma espécie de enxurrada de carros e, nos gramados ao lado da via principal, centenas de pessoas caminhavam em direção à rodoviária da cidade. Uma cena típica dos horários de rush que hoje foi antecipada por conta do horário especial estabelecido para o funcionalismo público em função da Copa do Mundo.

“O trânsito está um pouco carregado, mas já era esperado nesse final de expediente reduzido. O gargalo é maior, mas daqui a pouco alivia”, disse Rodrigo Chagas, servidor do Ministério do Planejamento. Segundo ele, o entusiasmo com o Mundial pode diminuir um pouco o estresse entre os motoristas, mas a projeção de Rodrigo demorou a se confirmar. Uma hora depois, o trânsito ficou ainda mais intenso na via.

Poucos carros enfeitados passaram pela Esplanada, mas o número de pessoas com as cores verde e amarela estampadas em camisetas e acessórios representava, nitidamente, a maioria entre pedestres e motoristas. Nem todos estavam em clima de Copa e criticaram a redução da jornada hoje. “A folga é desnecessária. Acho que todos deveriam trabalhar normalmente”, avaliou Lucas Tadeu, funcionário do Ministério dos Transportes.

Algumas pessoas preferiram se precaver. “Vim de carona com meu irmão”, explicou Francisco Oliveira, que trabalha na Aeronáutica e que, depois de ser liberado, foi caminhando até a rodoviária com o capacete nas mãos. “Sabia que o trânsito estaria complicado, mas vou para casa, almoçar e me concentrar para o jogo.”

Orlando Biano Gomes, que trabalha no Ministério do Turismo, repetiu uma estratégia que geralmente adota nos dias normais. “Venho de ônibus e volto de bicicleta. Pegar ônibus lotado não é nada agradável”, disse. Segundo ele, a opção se mostrou ainda mais útil hoje, quando todos saíram ao mesmo tempo do trabalho.

Nos pontos de ônibus, filas cada vez maiores e muita espera. Márcia Ribeiro Brito, que trabalha na área administrativa do Ministério da Fazenda, tinha a expectativa de que o retorno para casa fosse ainda mais confuso. “Pelo movimento vai ser difícil chegar em casa. Tomara que consiga ver o jogo”, disse.

A manicure Jaqueline Nascimento, que tinha passado a manhã agradando as clientes que pediam as cores da bandeira nas unhas, passou um bom tempo esperando para voltar para casa. “O trânsito hoje vai ser pior. No salão todo mundo foi liberado, mas o movimento foi normal pela manhã. Funcionamos das 7h30 às 11h. Agora, é ter paciência e torcer”, afirmou.

Na rodoviária, uma multidão se aglomerava nas filas dos ônibus e em torno dos vendedores ambulantes e do comércio tradicional. Os camelôs expunham em banquetas e no chão tudo o que poderiam oferecer para a torcida verde-amarela. “Hoje é o melhor dia porque as pessoas deixam para a última hora. Olha isto aqui”, comemorou Fábio Rodrigues que estava cercado por pessoas interessadas em suas camisetas que, segundo ele, eram as “melhores réplicas da oficial”.

A venda de artigos verde e amarelo no comércio informal foi um alívio para torcedores como a recepcionista Jaqueline de Souza. “Não tive tempo de comprar antes por causa do trabalho. Só faltou a camiseta. Já comprei chapéu e bandeira”, disse animada.

Em meio a tantos passageiros, grupos de três a quatro policiais militares monitoravam o local de maior circulação no horário de retorno para casa. Agentes da Secretaria de Ordem Pública local também tentavam evitar o comércio ilegal e garantir a segurança das pessoas que transitavam pela rodoviária. Entretanto, quem precisou de detalhes sobre o transporte não teve a quem recorrer.

No posto da Administração da Rodoviária, o segurança informava que todos estavam almoçando no mesmo período em que a maior parte das pessoas se encaminhavam para a rodoviária em função do horário especial de hoje. Com a insistência da reportagem da Agência Brasil, o responsável pelo local informou que qualquer informação de trânsito estava a cargo do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) – até mesmo a distribuição de linhas de ônibus que levariam os passageiros mais perto da Fan Fest, no Taguaparque. O posto do órgão, no entanto, estava fechado.

O governo do Distrito Federal prometeu reforçar as linhas que levarão os torcedores à Fan Fest. Mais de 230 ônibus, segundo o órgão, farão os transportes para o centro de Taguatinga ou para a Avenida Comercial Norte a partir da Rodoviária do Plano Piloto e das cidades de Samambaia, Ceilândia, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo 1, Riacho Fundo 2, Brazlândia e Santa Maria. Como o número de vagas de estacionamento é restrito a 4 mil, a recomendação é que os torcedores deem preferência ao transporte público.

Os organizadores esperam quase 70 mil pessoas no local nos dias de maior movimento. Equipes do Detran farão o controle de trânsito no Taguaparque, com o revezamento de 420 fiscais nas imediações do evento.
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